Justiça mantém prisão temporária de empresário apontado como líder em esquema da Codevasf no Maranhão

A Justiça Federal manteve a prisão temporária do empresário Eduardo José Barros Costa na última quinta-feira (21), após ele ser preso durante operação da Polícia Federal no Maranhão, que teve como finalidade desarticular associação criminosa de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, envolvendo a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na última quarta-feira (20).

A decisão foi determinada pelo juiz Luiz Régis Bomfim Filho, da 1ª Vara Federal Criminal, após uma audiência de custódia realizada na quinta-feira (21) em São Luís, que contou com advogados do empresário, representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Codevasf.

No documento, a Polícia Federal (PF) argumentou, como manutenção para a prisão, que Eduardo Costa foi surpreendido com diversos cartões em nomes de empresas investigadas, o que reforça a tese de lavagem de dinheiro e risco de ocultação do patrimônio.

Ainda sobre a operação, de acordo com a Polícia Federal, foi encontrado mais de R$ 1 milhão em uma das residências do suspeito, e que o local era aparentemente protegido por um segurança armado, supostamente um policial militar. Segundo a PF, a quantia apreendida ainda segue sendo contada.

Os detalhes sobre os supostos desvios de recursos públicos ainda estão sob sigilo. Com a decisão, o empresário Eduardo Costa segue preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.