Maranhão possui apenas 500 leitos de UTI para quase 7 milhões de habitantes

O Maranhão tem menos de 500 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto para atender quase sete milhões de habitantes. O reflexo dessa situação é o aumento no número de pessoas que buscam a Defensoria Pública do Estado (DPE), para conseguir transferência de um leito comum para o leito de UTI nos hospitais da rede pública de saúde.

Nos últimos três meses, a DPE tem ingressado com uma média de 9 a 10 ações na justiça, para garantir o acesso à esses leitos de UTI. Esse problema é causado principalmente pela falta de profissionais de saúde para realizar os procedimentos. Cosmo Sobral, defensor público do Núcleo do Idoso, Pessoa com Deficiência e da Saúde, afirma que um diálogo tem sido buscado com a rede estadual de saúde para compreender a causa desse déficit. 

Muitos pacientes vem do interior e dão entrada em hospitais – como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e Socorrão I e II -, e durante o tratamento é constatada a necessidade de procedimentos mais sofisticados, como cirurgias, que são feitos apenas em hospitais com maior aparato técnico e profissional.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que as demandas acerca da regulação de leitos representam uma importante fatia do histórico de judicialização, porém esse é um fenômeno que ocorre em todas as unidades da federação e não apenas no Maranhão, e ressaltou que é possível notar que não se trata de negligência da Administração Pública ou descumprimento voluntário por parte desta Secretaria de Estado da Saúde.