Filho suspeito de matar pai e atear fogo em corpo será julgado segunda-feira

Será julgado no 4º Tribunal do Júri de São Luís, nesta segunda-feira (6), Lucas Sousa Almeida, 23 anos, e Raimundo Wagner Mineiro, 40 anos, pela morte de João Bonifácio de Almeida, 75 anos, pai do acusado Lucas que na época era estudante de Direito de uma faculdade particular na capital, onde foi preso semanas depois do assassinato. O crime ocorreu na noite do dia 26 de março de 2018, na casa da vítima, localizada em um sítio, na Vila Tiradentes, área da Vila Maranhão. Após matarem o idoso a golpes de faca, os réus enrolaram o corpo em uma rede e atearam fogo para simular um incêndio.

Os suspeitos foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os acusados permanecem presos. O júri estava marcado para ocorrer no dia 22 de setembro de 2021, mas o juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior, titular da 4ª Vara do Tribunal do Júri, adiou para esta segunda-feira (6), a pedido do Ministério Público e dos advogados assistentes da acusação, devido ao não comparecimento de uma testemunha arrolada em caráter de imprescindibilidade.

O julgamento desta segunda-feira (6), que está marcado para começar às 8h30, no salão localizado no primeiro andar do Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), será presidido pelo juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior. Na acusação atuará o promotor de Justiça, Samaroni Maia. Nas quatro varas do Tribunal do Júri de São Luís serão julgados neste mês de dezembro, até o dia 17, último dia de atividades antes do recesso forense, 42 acusados de homicídio e tentativa de homicídio.

Consta nos autos que a vítima era caminhoneiro autônomo; que conheceu a Ivonete de Sousa Silva em um posto de gasolina e conviveram por cerca de cinco anos e dessa união nasceu Lucas Sousa Almeida. A vítima estava em litígio com a ex-companheira pelos bens que consistiam em uma casa, um caminhão e um automóvel.

Em seu depoimento em juízo, Lucas Sousa Almeida disse que estava no local quando o crime aconteceu, mas negou ter assassinado o pai e apontou Raimundo Wagner Mineiro como autor do crime. Afirmou, ainda, que alugou um carro com o intuito de ir a uma formatura no dia seguinte e não para usar no assassinato do próprio pai; e que a motivação do crime seria a disputa entre seus pais por um imóvel.