Pesquisa afirma que risco de internação é 257 vezes maior que reação a vacinas

Dados divulgados em boletim epidemiológico especial do Ministério da Saúde, avaliaram a vacinação no país e perceberam que o risco de ser internado com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é 257 vezes maior do que o de ter uma reação ao imunizante usado para prevenção do vírus.

Segundo o boletim, a chance de eventos adversos graves notificados no Brasil foi de cerca de 5,1 eventos para cada 100 mil doses aplicadas (ou 0,005%). Foi analisada a aplicação, no período da pesquisa, de 194 milhões de doses aplicadas no país.

Para efeito de comparação, o boletim do ministério aponta que, até 22 de novembro, foram internadas 2,7 milhões de pessoas por SRAG e registrados 611 mil óbitos de covid-19 no Brasil.

“1,3% da população brasileira foi internada ou evoluiu para o óbito por SRAG entre 2020 e 2021. No mesmo período, a mortalidade por covid-19 foi de 288,6 a cada 100 mil habitantes —o que corresponde a um risco 257 vezes maior de ter sido internado por SRAG e 56,6 vezes maior de ter morrido pela covid-19 até o presente momento do que o risco de ocorrência de um episódio adverso [da vacina]”, informa o boletim.

Para o Ministério da Saúde, o número de eventos adversos da vacina está dentro do esperado diante da quantidade de pessoas imunizadas no país.

“Ao se vacinar um número tão grande de indivíduos, é esperada a notificação de um elevado número de eventos adversos, incluindo eventos graves[…].”, diz o boletim.