Acusado de matar mulher a pedradas é condenado a 18 anos de prisão em Lago da Pedra

Daniel Lustroso da Silva foi condenado a 18 anos de prisão por matar a vítima Emília da Silva Novaes a pedradas, na cidade de Lago da Pedra em outubro de 2019. Inicialmente a pena deverá ser cumprida em regime fechado.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu em uma estrada vicinal que dá acesso ao Povoado Estrela, localidade de Lagoa Grande, termo judiciário de Lago da Pedra. Conforme apurado pela polícia, Daniel estava ingerindo bebida alcoólica no Bar do Nem, quando teria avistado Emília saindo de casa e seguindo rumo à estrada vicinal. Em seguida, o denunciado teria pedido uma motocicleta emprestada e seguiu Emília. Quando a alcançou, ele ofereceu carona para ela. Emília aceitou e seguiu com Daniel.

No caminho, ele desviou o trajeto, adentrando em outra via, momento em que teria executado a mulher a pedradas. Foi apurado, ainda, que Daniel retornou para o mesmo local e continuou a beber com os amigos, inclusive com o esposo da vítima que estava no bar. Alguns dias depois, quando o corpo de Emília foi encontrado, Daniel fugiu da cidade, junto com a esposa. Ao retornar para prestar depoimento, ele teria confessado o crime à polícia. Ele teria dito que a mulher queria ter um caso com ele e ameaçou destruir a vida dele.

CRIME DESQUALIFICADO

No segundo júri, realizado na quinta-feira, o réu João Douglas Lopes de Sousa estava sendo julgado sob acusação de crime de homicídio, praticado contra Manoel de Sousa Silva, a golpes de facão. O crime ocorreu em 8 de fevereiro de 2012. De acordo com testemunhas, Douglas teria tido uma discussão com um homem conhecido como Caçapa, irmão da vítima. Da mesma forma, afirmou que Caçapa só andava junto com a vítima e que, supostamente, teria ameaçado ‘pegar’ Douglas.

Quando se encontraram, em frente a uma oficina de motos, Manoel e Douglas travaram luta corporal, até que a vítima foi atingida por golpes de facão. Ato contínuo, Douglas e o irmão fugiram utilizando uma motocicleta. O réu e seu irmão contaram à polícia que se sentiam constantemente ameaçados por Manoel e Caçapa.