Mercado Bitcoin vai patrocinar o Corinthians até o fim de 2022 e terá marca na camisa

O Mercado Bitcoin e o Sport Club Corinthians Paulista anunciaram nesta quarta-feira (1º/9) um patrocínio da exchange ao time de futebol masculino profissional do clube.

Durante 16 meses, entre setembro de 2021 e dezembro de 2022, a plataforma brasileira de negociação de criptoativos – que recentemente recebeu um aporte do SoftBank e se tornou o primeiro unicórnio cripto do país – vai estampar sua marca na barra frontal da camisa do time.

A parceria também prevê ações de educação financeira e de criptomoedas voltadas à torcida do clube, “nação composta por mais de 30 milhões de pessoas”, segundo a exchange.

O anúncio da parceria foi realizado durante uma “live” para celebrar o aniversário de 111 anos do clube, realizada na Neo Química Arena, na zona Leste da capital paulista.

“A parceria com o Corinthians faz total sentido para o Mercado Bitcoin, pois compartilhamos as mesmas visões sobre democratização, pioneirismo e inovação. Além disso, acreditamos que o universo cripto e o mundo do futebol, juntos, viabilizam novos modelos de engajamento com a torcida e a geração de negócios rentáveis”, comentou Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

“Cada passo que damos rumo à transformação do Corinthians é facilitado através de parceiros que entendem o momento das plataformas digitais e os hábitos do torcedor. Estar ao lado do Mercado Bitcoin nos dá a certeza de que estamos inovando e desbravando novas possibilidades de marketing e engajamento”, disse Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians.

Com o patrocínio ao time paulistano, cuja torcida é estimada como a segunda maior do Brasil, o Mercado Bitcoin aprofunda um flerte com o esporte mais popular do país, após ter emitido, no ano passado, um token de recebíveis ligados ao mecanismo de solidariedade de uma cesta de jogadores que passaram pela base do Vasco da Gama.

Clube e exchange confirmaram também que ainda neste mês será listado na plataforma o $SCCP, um “fan token” (FTO) do Corinthians que será emitido amanhã (2/9) pela Socios.com, conforme o Valor Investe antecipou.

O $SCCP é similar a outros tokens já lançados pela empresa em parceria com mais de 60 times no mundo – além de outros esportes, como Fórmula 1 e times de basquete da NBA, a liga americana. No Brasil, o Atlético Mineiro foi o primeiro a lançar um “fan token” com a Socios.com, o $GALO, e a iniciativa teria rendido R$ 4,5 milhões ao clube.

As FTOs são modalidades de criptoativos; em um paralelo com a natureza, é como se os criptoativos fossem um gênero constituído por um conjunto de espécies.

Essas espécies incluem criptomoedas (como o bitcoin), stable coins (criptoativos semelhantes às criptomoedas, mas com lastro em moedas fiduciárias), tokens que representam ativos reais, protocolos de DeFi e tokens utilitários.

Nesta última categoria é que se enquadram os “fan tokens”, criptoativos que conferem “utilidades” e direitos a seus detentores.

Uma vez adquiridos, eles dão aos torcedores o direito a benefícios como ingressos, itens promocionais e, em alguns casos, a depender da escolha do clube emissor, até poder de voto em decisões do dia a dia – a variedade e o alcance das recompensas são definidos pelas equipes.

À diferença dos tokens escorados em ativos reais (como tokens de precatórios ou tokens lançados por times de futebol para representar recebíveis ligados a atletas), os “fan tokens” não preveem rendimentos. Os criptoativos podem subir de valor e, portanto, gerar um potencial de valorização caso haja um mercado secundário para negociá-los. Mas a ideia primária é gerar recursos para os clubes, e permitir novas formas de engajamento para os torcedores.