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Após vídeos que circularam nas redes sociais de uma grande quantidade de esgoto sendo despejado em uma das praias da capital, a especialista profa. Dra. Rita Miranda, falou com exclusividade ao Portal MA 10, que essa poluição ambiental pode causar doenças graves, principalmente para crianças e idosos, por meio de bactérias que causam sintomas como vômito, diarreia e febre.

Para ela, esse ocorrência do fim de semana caracteriza uma poluição ambiental grave, e essa região pode levar alguns dias para recuperar. “Esse tempo depende de chuva, vento e da tábua de maré. Será necessário dias ou meses para que essa região da praia esteja recuperada para banho”, destacou a especialista.

A professora doutora em Biologia de Fungos, ressaltou também que a faixa de areia também não pode ser utilizada para a prática de lazer ou outras atividades, principalmente crianças e idosos, pois também oferecem grande risco para a saúde o contato com a pele.

Quem também falou com exclusividade ao Portal MA 10 foi o pesquisador prof. Dr. Flávio Moraes, que destacou que no litoral de cobertura de balneabilidade da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), existem sete rios que são monitorados e apresentam indicadores com alto coliformes fecais. “Os rios Calhau, Pimenta, Claro, Jaguarema, Urucutiua e dois igarapés que desaguam próximo a praia do Mangue Seco. São eles que estão apresentando alto indicadores de coliformes fecais e o impacto causa risco para a saúde dos seres humanos, tratando-se de bactérias que causam diarreias e outros sintomas”, destacou o professor.

Para que volte a prática de atividades e o local volte a ficar próprio para o banho, o especialista destacou que o problema depende da variação da maré e quanto maior a maré, maior a possibilidade de diluição desse impacto, o que minimiza o problema e acaba diminuindo, mas é preciso um tempo. Já com a maré seca, o professor frisou que o acumulo é bem maior.

“Importante salientar que o sistema de monitoramento é apenas a ponta do iceberg, os problemas estão ao longo do uso e ocupação desses corpos hídricos e esgotamento sanitário. É necessário uma maior transparência na qualidade desses rios que são monitorados pela SEMA”, finalizou.