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Comemorado anualmente em 15 de julho, o Dia do Homem tem como objetivo principal conscientizar a população masculina sobre os cuidados com a sua saúde. A expectativa de vida para o homem saltou de 50 anos na década de 1950 para quase 80 anos nos dias atuais. Mas ainda são vários os desafios, principalmente em tempos de pandemia.

De acordo com o médico urologista Sérgio Moura, a expectativa de vida do homem é menor, do que a expectativa da mulher devido a uma série de fatores, entre eles a uma menor frequência de visitas ao médico“ Segundo dados do IBGE, a mulher têm uma expectativa de vida de quase 80 anos, já eles possuem uma perspectiva bem menor de 72 anos, estando mais exposto a violência, a acidentes de trânsito, mas também por trás disso existe uma falta de prevenção, os homens morrem mais de doenças cardiovasculares, causas oncológicas e isso está associado a uma menor ida ao urologista”, disse.

Ele também afirmou que culturalmente existe um negligência dos homens “Um levantamento do Centro de Saúde do estado de São Paulo, afirma que 70% dos homens só visitam o urologista quando são levados por um familiar. E cerca de 50% dos homens só fazem o diagnóstico de patologia, já com o estágio muito avançado, então culturalmente ele se vê como um ser mais forte, e deixa de fazer visitas rotineira ao médico, diferente da mulher ”.

De acordo com o médico, a pandemia agravou ainda mais a situação “ Depois da pandemia do vírus, a gente vai ter um diagnósticos de câncer em estágios mais avançados, porque por exemplo, esse ano nos temos uma previsão de 65 mil casos de câncer de próstata no Brasil e 2 mil novos diagnósticos no Maranhão, e se o homem não vai ao médico por conta do isolamento social , ele deixou de fazer a visita ao urologista e com isso haverá diagnósticos de patologias mais avançadas”.