Grávidas possuem maior chance de desenvolver quadros graves da covid-19

A gravidez é um momento de muitas mudanças na vida da mulher. Durante a pandemia, tornou-se também um momento de grandes incertezas já que mulheres grávidas apresentam um maior risco de desenvolver quadros graves de covid-19 em comparação às não grávidas.

Segundo análise de 192 estudos feita pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, as gestantes precisaram com mais frequência de atendimento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Informações da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia também reforçam que há maiores chances de coagulopatia e trombose por conta da covid-19, um fator que também pode acarretar complicações no quadro clínico da gestante.

É o caso da professora de matemática Lígia Teixeira Pinheiro, de 31 anos, que precisou ser internada com covid-19 e teve que passar por um parto prematuro, no Rio de Janeiro, no dia 2 de junho. Durante o parto, Clara nasceu com 8 meses e sofreu parada cardíaca, mas foi reanimada e se recupera, enquanto a mãe segue em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Lígia teve pneumonia causada por bactéria e 75% do pulmão comprometido. A família conta que ela chegou a recuperar a consciência e conversar sem sedativos. Porém, ela teve uma parada cardiorrespiratória repentina, em 22 de junho, e por isso, precisou ser transferida para outro hospital para a análise de danos neurológicos.

“Agora a gente tem certeza que ela está em um hospital com infraestrutura para oferecer um melhor tratamento e reverter o quadro, ganhar esse jogo”, disse Ana Letícia, amiga da professora e que divulgou uma vaquinha para ajudar no tratamento, já que o plano de saúde não cobre os gastos da transferência. A vaquinha tem a meta de arrecadar R$ 450 mil e pode ser acessada pelo link. “Eu tenho muita fé que minha amiga vai conhecer a filha dela”, disse.