UFMA começa apurar denúncias de alunos suspeitos de fraudes em cotas raciais

Mais de 350 alunos e ex-alunos da Universidade Federal do Maranhão, suspeitos de fraudar cotas raciais da instituição, estão sendo chamados pela Comissão de Heteroidentificação, por suspeita de irregularidades na auto identificação nas cotas.

No ano passado, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) abriu processo interno e vai apurar denúncias sobre os casos dos universitários que teriam entrado na faculdade ilicitamente, fraudando cotas raciais. Por conta disso, as defensorias públicas e a OAB criaram um observatório com a finalidade de fiscalizar o acesso de candidatos cotistas a concursos, seletivos e vestibulares ocorridos no estado nos últimos cinco anos.

Pelos dados da Pró-Reitoria de ensino, são pelo menos 410 denúncias desse tipo e a maioria envolve candidatos que se autodeclararam negros ou pardos. No entanto, esses casos estão sendo apurados administrativamente.

A UFMA alega que as denúncias são referentes ao período entre 2012 e 2019, quando não havia uma comissão para analisar essa autodeclaração. Esses processos administrativos podem invalidar diplomas de universitários que se beneficiaram indevidamente da política afirmativa ou até provocar o desligamento de quem conseguiu a vaga mediante fraude.

Todas as pessoas que foram denunciadas serão convocadas para uma avaliação presencial de características fenotípicas e se for constatado que o universitário não tem o perfil para ocupar uma vaga na cota, ele será desvinculado da universidade.