Nas redes, parlamentares relembram caso Marielle e voltam a cobrar respostas

No dia em que os assassinatos de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, completam três anos, lideranças políticas foram às redes sociais neste domingo prestar homenagem e cobrar respostas sobre o crime.

Marielle foi uma das vereadoras mais votadas nas eleições do Rio de Janeiro em 2016 e, ainda em seu primeiro mandato, foi executada a tiros junto com seu motorista. Apesar da prisão de suspeitos de envolvimento, ainda não se sabe quem foi o mandante do assassinato.

“A execução de uma vereadora é um crime político e o Estado brasileiro tem o dever de identificar qual grupo é capaz de matar para fazer política”, escreveu o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), amigo e padrinho político de Marielle. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) exigiu justiça: “em meio à tanta dor, seguimos defendendo seu legado e exigindo justiça”. O deputado David Miranda (PSOL-RJ) ressaltou o legado deixado por sua antiga colega de sigla. “Nestes anos outras Marielles foram eleitas para ocuparem os parlamentos do Brasil afora. Você virou semente!”, publicou.

Representantes do PT na Câmara dos Deputados também engrossam o coro dos que cobram por uma resolução no caso. Em suas redes, Erika Kokay (DF), Padre João (MG), Reginaldo Lopes (MG) e José Guimarães (CE) reforçaram as perguntas que vem ecoando nos últimos três anos: “Quem mandou matar Marielle? E por quê?”.

Na manhã deste domingo, “Marielle” chegou a ocupar o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil, perdendo a posição para o caso do jogador Gabigol, que foi flagrado em cassino clandestino nesta madrugada, na Vila Olímpia, Zona Sul de São Paulo.