Governo do Maranhão lança edital para mulheres quebradeiras de coco babaçu

No Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta segunda-feira (8), o Governo do Maranhão, por meio do Sistema SAF, lançou o primeiro edital do Programa de Compras da Agricultura (Procaf) para a cadeia do babaçu.

O Governo está destinando um edital no valor de R$ 281.850,00 que possibilitará que associações e cooperativas extrativistas do babaçu, em sua maioria formada por mulheres, se inscrevam e forneçam os produtos ao Procaf, como óleo, azeite, mesocarpo, biscoitos, sabão e sabonete, e artesanato. Já os alimentos serão doados para famílias em situação de vulnerabilidade social e nutricional atendidas pelo Banco de Alimentos, hospitais e CRAS.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Rodrigo Lago, o lançamento do Procaf Babaçu no Dia Internacional da Mulher é mais do que uma homenagem simbólica, é uma ação concreta.

“Lançamos o edital específico para a cadeia do babaçu, dando uma atenção especial às mulheres quebradeiras de coco. É uma garantia de dignidade, renda e inserção dessas mulheres no mercado”, ressaltou Lago.

As mulheres representam uma grande parcela para a agricultura familiar do Maranhão. No Procaf geral em 2020, dos 1.230 agricultores familiares inscritos e que comercializaram ao Programa, 929 eram mulheres, sendo mais de 100 extrativistas (babaçu e outras atividades).

A secretária Adjunta de Biodiversidade da SAF, Luciene Dias Figueiredo, destacou que o edital do Procaf Babaçu tem um significado muito grande e é uma forma do Governo reconhecer a importância dessas mulheres na economia do estado.

“Pensar na economia do babaçu a partir delas têm uma fundamental importância no estado, e o Sistema SAF tem apoiado várias ações nesse sentido de valorizar a cadeia do babaçu e principalmente as mulheres extrativistas do babaçu”, disse Luciene.

No Maranhão, há aproximadamente 300 mil mulheres quebradeiras de coco babaçu. Uma atividade agroextrativista que exige força, e o que não falta nessas mulheres é força.

Maria Gracilene, presidente da Associação das Quebradeiras de Coco de Chapadinha, é um exemplo do que as ações do Sistema SAF destinadas a esse grupo de mulheres é capaz de fazer.

“Depois que fomos contempladas, a procura pelos nossos produtos ficou maior ainda. Antes a gente não sabia utilizar corretamente tudo o que o babaçu pode oferecer. Mas com o apoio que recebemos do Governo, tudo mudou”, afirmou.

A Associação recebeu incentivos do Governo do Maranhão para construção de uma agroindústria de beneficiamento do coco babaçu, assistência técnica e comercializam os produtos ao Procaf.