Polícia do Capitólio teme ataque e amplia segurança

A força policial encarregada da segurança do Congresso dos EUA anunciou nesta quarta-feira, 3, que reforçou a segurança do Capitólio, depois que serviços de inteligência descobriram uma “possível conspiração para invadir” a sede do Legislativo hoje. O alerta ocorre quase dois meses depois que extremistas apoiadores de Donald Trump atacaram o local para impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de novembro.

“Já tínhamos realizado grandes melhorias de segurança após o ataque de 6 de janeiro”, informou a polícia do Capitólio no Twitter. A segurança em torno do complexo já havia sido intensificada desde a insurreição, com barreiras físicas, como a cerca coberta com arame farpado ao redor do prédio e a presença de membros da Guarda Nacional no local. Uma grade em torno do complexo bloqueia todas as avenidas que dão acesso a ele e as ruas ao redor.

Além disso, a segurança do Capitólio acrescentou que está “alerta e preparada para qualquer ameaça aos membros do Congresso ou ao complexo do Capitólio”. Ela destacou que leva “muito a sério” os relatórios de inteligência e está trabalhando com as forças locais, estaduais e federais para “impedir qualquer ameaça”, embora tenha evitado aprofundar os detalhes.

O chefe dos serviços de protocolo e segurança do Congresso, Timothy Blodgett, enviou uma mensagem aos congressistas, na segunda-feira, informando que estava trabalhando com a polícia para monitorar informações “relacionadas ao 4 de março e às possíveis manifestações em torno do que alguns chamam de ‘o verdadeiro dia da posse'”. Até 1933, os presidentes americanos tomavam posse em 4 de março, não em 20 de janeiro, como atualmente.

Durante a presidência de Trump, apoiadores da teoria conspiratória do grupo QAnon, que participaram do ataque ao Capitólio, começaram a divulgar que o dia 4 de março seria a próxima oportunidade para o retorno de Trump ao poder. No entanto, houve uma queda na atividade online em algumas plataformas de mídia social em torno dos esforços para uma ação no dia 4, que já registrava menos interações online do que às vésperas do ataque do dia 6 de janeiro. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.