“Estamos em uma segunda onda mais intensa devido a nova cepa”, diz infectologista

Na última sexta-feira (26), o Maranhão confirmou primeiro caso da variante P.1 da covid-19, identificada originalmente no Amazonas. Estudos preliminares mostram que essa nova variante torna o coronavírus mais contagioso.

Em entrevista à TV Difusora, o infectologista Carlos Frias explicou mais sobre essa nova variante. Para ele, não há dúvidas que estamos em uma segunda onda mais intensa devido ao surgimento de variantes e que essa nova forma é mais transmissível e apresenta um número maior de pacientes em estado grave.

“Quando vimos a variante do Reino Unido, sabíamos que isso iria acontecer aqui (…) Quando nós trouxemos pacientes de Manaus para cá, provavelmente infectados com essa nova cepa, sobre o ponto de vista epidemiológico, antecipou a transmissão aqui”.

Carlos Frias também explicou que mesmo que a nova variante fuja um pouco do padrão, o sistema imunológico é capaz de reconhecer o vírus a partir da vacina.

“Mesmo que ele não tenha uma cobertura tão eficiente, gera uma memória imunológica ou pela contaminação natural ou pela vacina. Os dois mecanismos, durante vários meses, garantem uma resposta imunológica satisfatória. A minha expectativa e esperança é que, de uma forma geral e mesmo não tendo incluindo essa variante nessas primeiras vacinas, nos tenhamos um bom percentual de cobertura”, explicou.

O médico também alertou dos cuidados de prevenção contra o vírus. “É importante manter os mesmos cuidados de higiene pessoal do início da pandemia. Incorporar a questão da higiene das mãos, o cuidado em colocar mãos nos olhos, boca e nariz, pois a transmissão principal acontece por via aérea, utilizar álcool em gel e utilizar as máscaras da maneira que tem sido amplamente divulgado”.