Efeitos da pandemia: venda de antidepressivos cresce no Maranhão

Problemas emocionais e psíquicos são um dos reflexos da pandemia do novo coronavírus. É possível constatar o aumento da procura de remédios para tratar depressão e ansiedade na população em geral. Segundo apontou um relatório do Conselho Nacional de Farmácias, no Maranhão o volume de usuários para esses tipos de fármacos aumentou 27%.

O Maranhão é o terceiro no ranking, ficando atrás Amazonas e Ceará, com um crescimento de 29% cada. Em seguida do Maranhão vem o estado de Roraima, com 26% de alta e em quinto lugar, aparece o estado do Pará (25%). 

Ainda segundo o levantamento, cerca de 100 milhões de caixas de medicamentos controlados foram vendidos em todo o ano de 2020, isso representa  17%  a mais em relação aos 12 meses anteriores.

O aumento pode ter relação com dois fatores: a pandemia e as mudanças da legislação durante o período. Em maio de 2020, diante da situação de emergência em saúde ocasionada pela covid-19, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou os Correios a transportar medicamentos e insumos no Brasil pelo período de 180 dias. Além disso, aumentou a quantidade de unidades que poderiam ser compradas.

Depressão

É uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite. Cerca  de 350 milhões de pessoas no mundo possuem a doença. Os quadros variam de intensidade e duração e podem ser classificados em três diferentes graus: leves, moderados e graves.