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Segundo o secretário de estado da Saúde, Carlos Lula, foi marcada para hoje (17) uma reunião dos governadores com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para discutir a vacinação contra a covid-19 e as novas doses necessárias para dar continuidade ao plano de vacinação

“Não podemos continuar nessa de uma semana com vacinação e outra sem vacinação por falta de doses da vacina. O objetivo dessa reunião é cobrar isso, para que o país vacine o mais rápido possível toda a população, pois só isso vai permitir o controle da doença”, destacou.

Durante entrevista na terça-feira (16), o secretário afirmou estar preocupado com a nova cepa do coronavírus.

“A gravidade da situação de Manaus, quando a gente conversa com o secretário do Amazonas, aparenta que a nova cepa tem dois problemas: é mais transmissível e há casos de reinfecção mesmo em quem já teve a covid. Então aqueles que tiveram a covid-19 não estão imunes a essa nova cepa (…) de fato, é muito grave”, disse.

Carlos Lula acredita ser muito provável que a transmissão dessa nova variante está presente no Brasil inteiro, inclusive de maneira interna nos estados. “A gente pode estar falando de uma terceira onda com a nova variante”.

Para o secretário, a falta de imunizantes era previsível. “Infelizmente essa era a previsão que a gente fez quando olhou o número de vacinas disponíveis. A gente está pagando o preço por apostar em uma só vacina e não seguiu os países mais desenvolvidos que apostaram em várias vacinas. Agora quando a gente vai tentar fazer a compra ou temos pouquíssimas doses, ou as vacinas não são para agora”, explicou.

Para ele, a vacinação intermitente deve durar pelo menos até o fim do primeiro semestre e dificilmente o Brasil vai conseguir imunizar metade da população até lá, como afirmou recentemente o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “No ritmo que a gente vai, parece que isso não vai acontecer, não me parece possível”.