Silêncio e ruas vazias marcam o domingo de carnaval na Madre Deus

Barracões fechados e ruas vazias. Esse foi o clima do domingo de Carnaval no berço da folia na capital, o tradicional centro do barulho e da alegria, a Madre Deus. Com o decreto da proibição de aglomerações e de som, o respeito prevaleceu e o silêncio falou mais alto, principalmente com as fiscalizações realizadas pelo Ministério Público, Secretaria de Meio Ambiente, Blitz Urbana e Vigilância Sanitária.

De acordo com a dona Gorete, presidente do Bloco C de Asa, hoje seria um dia como os tradicionais em um domingo de carnaval, mas é preciso essa parada devido a pandemia do coronavírus. “A Madre Deus seria uma grande concentração de pessoas, muita festa, organização logo cedo, mas entendo que com a problemática da pandemia é necessário ter essa pausa e pensar na saúde das pessoas”, disse a presidente.

Quem também achou um dia completamente estranho foi o universitário André Reis, que nasceu e cresceu vendo a folia no bairro. “Não sou muito amante do carnaval, mas é uma sensação diferente, porque já é cultural na minha família, olhar a Madre Deus cheia e bem movimentada. Estranhei o amanhecer sem o barulho do domingo de carnaval”, disse o universitário.

Já a comerciante Joana aproveitou a data e fantasiou as crianças, dentro de casa, de forma segura e respeitando os protocolos sanitários de segurança. “Comprei maisena e coloquei as crianças para brincarem, apenas em casa. Mas eu entendo que é necessário não ter aglomeração, mas sei que as futuras gerações poderão participar e retomar o carnaval da alegria na Madre Deus”, finalizou.