TCU dá 15 dias para Saúde e Exército esclarecer produção de cloroquina

O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), estabeleceu nesta sexta-feira (12) o prazo de quinze dias para que Ministério da Saúde, Exército e Fiocruz expliquem a produção e a distribuição da cloroquina no país.

Ainda que não tenha  eficácia comprovada contra o coronavírus, o medicamento foi constantemente recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como forma de tratamento contra a Covid-19. O governo federal também adquiriu e distribuiu a medicação a estado e municípios.

Zymler pede ao Ministério da Saúde que detalhe os critérios de distribuição dos comprimidos de cloroquina 150 mg produzidos pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército para as secretarias estaduais e municipais. Além disso, solicita ao MS informações sobre armazenamento, fracionamento e distribuição de 3 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina doados em 2020 pelos Estados Unidos.

No Brasil, a Fiocruz é a responsável pela produção da vacina de Oxford, a  da farmacêutica AstraZeneca. O órgão informou que a produção de cloroquina e de Tamiflu não impactou as ações voltadas a pesquisas.

Há pouco tempo o TCU também cobrou um posicionamento oficial do Ministério da Saúde sobre o uso do medicamento, depois que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mudou o seu parecer e passou a afirmar que a pasta não indica qualquer medicação para ser utilizada no combate à Covid-19.