Dois hospitais privados de São Luís têm 100% dos leitos de UTI ocupados por pacientes com Covid-19

Com a aceleração dos casos de Covid-19 a partir de janeiro, o Maranhão voltou a ter hospitais com 100% de ocupação, seja em leitos de enfermaria ou de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Em São Luís, duas unidades da rede privada atingiram 100% de ocupação das vagas para terapia intensiva no último domingo (7): Hospital UDI  e São Domingos. O número preocupa já que o Maranhão soma 4.787 óbitos.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), no último boletim divulgado nesta segunda-feira  (8), 83,33% dos leitos de UTI destinados para a Covid-19 estão ocupados em São Luís. Juntos, os hospitais da capital maranhense possuem 126 leitos de UTI, sendo que 105 estão ocupados e 21 estão disponíveis.

O aumento foi tão significativo, que o governo estadual precisou aumentar a oferta desses leitos. No dia 02 de fevereiro, novos leitos foram entregues no HCI, especialmente aos pacientes graves da Covid-19 no Estado.

De acordo com a assessoria do São Domingos, a taxa de ocupação é “flutuante” em razão das altas hospitalares. E, informaram que a unidade “sempre tem reservas para garantir a quem precisa”. No hospital UDI, localizado no Jaracati, de acordo com o boletim divulgado no último domingo (7), a informação é que a unidade também atingiu a lotação máxima. Todos os 30 leitos de UTI dedicados a pacientes infectados pelo coronavírus estão ocupados.

Segundo o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Maranhão – (Sindsaúde-MA) é preocupante o aumento da demanda e a insuficiência do número de profissionais.

“Estamos atuando no sentido de mostrar para os empregadores o aumento da demanda e a insuficiência de profissionais por conta das demissões realizadas no início da pandemia e por conta da implantação da jornada de 12×36, aumentando a exposição desses profissionais ao vírus, afirmou a presidente do Sindsaúde, Dulce Mary Sarmento.

Enquanto os casos aumentam, o isolamento social está menor no Estado. Em razão disso, especialistas afirmam que a situação pode piorar cada vez mais.

“Reforço a importância da continuidade da adoção das medidas de controle, como higienização das mãos, uso da máscara e distanciamento social, que deverão nos acompanhar nos próximos meses até que tenhamos uma imunidade coletiva. Além,  do aumento de fiscalização para saber se as medidas de distanciamento social estão sendo seguidas ” argumentou Antônio Augusto.