Dia Mundial do Câncer alerta para a importância do diagnóstico precoce

Apesar do câncer ser bastante lembrado nos meses de outubro e novembro, em razão das campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, responsáveis por alertar a população para a conscientização do câncer de mama e de próstata, respectivamente, o Dia Mundial do Câncer, é comemorado nesta quinta-feira (4) e reforça a importância  da realização de exames preventivos para diagnóstico precoce.  

A data foi criada pela UICC (União Internacional para o Controle do Câncer) em 2000, por meio da Carta de Paris,  como uma campanha de utilidade pública para conscientização e educação sobre a doença.

Para o oncologista, Igor Marcelo, a data deve mobilizar e inspirar a população. “O mais importante nessa data é chamar a atenção da sociedade sobre a necessidade do diagnóstico precoce do câncer, ou seja, que ele seja detectado desde o início”, aponta o médico.

O câncer, ainda que abranja mais de 100 doenças, possui algo em comum em cada uma delas, o crescimento desordenado das células que invadem os tecidos e órgãos. Que ao se dividirem de maneira rápida, tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem, consequentemente, espalhar-se para outras regiões do corpo.

As distinções sobre algumas características são: a velocidade de multiplicação das células, bem como a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, conhecida como metástase.

Segundo um estudo publicado no final de 2020, pelo The British Medical Journal, a cada quatro semanas de atraso no tratamento do câncer, o risco de morte aumenta até 13%. 

Segundo Igor Marcelo, com a pandemia da Covid-19, muitos pacientes deixaram de fazer o acompanhamento médico, mas o médico chama a atenção para a importância de retomar a rotina de cuidados. “A pandemia do coronavírus teve um impacto relevante na possibilidade das pessoas saírem de suas casas e irem até unidades de saúde em 2020, mas depois que a maioria da população for vacinada, é imprescindível que elas voltem a realizar seus exames de rotina, baseado no seu grupo de risco e isso não só em relação ao câncer, mas pensando no diagnóstico precoce de outras patologias também”, conclui