Mulher presa por racismo e homofobia é solta

Karina Ferreira Lima, 23 anos, apontada como principal suspeita do crime de racismo contra o publicitário Marcondes de Oliveira, no último fim de semana, em um flat no bairro Ponta d’Areia em São Luís, foi foi beneficiada com alvará de soltura nesta terça-feira (1º). Ela estava no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) que informou também que ela responderá pelos crimes de injúria racial e homofobia, em liberdade, mas que terá que fazer uso de tornezeleira eletrônica, enquanto aguarda o andamento do processo. O inquérito do caso ainda não foi concluído.

O caso vai ser protocolado na Comissão da Escravidão Negra da OAB. Segundo a vítima, ele tentou ser coagido a aceitar dinheiro em troca de retirar a denúncia. Para Marcondes, um dinheiro que não compra e nem apaga as palavras de Karina.

O caso foi denunciado à polícia militar, após Karina natural de Araguaína, no Tocantins, ter proferido ofensas ao publicitário. Karina estava hospedada no mesmo flat.

Segundo o publicitário, as palavras de ódio foram proferidas, após ele ter orientado que Karina usasse o banheiro feminino. Depois de insistir, Marcondes conta que começaram os xingamentos. “Não percebeu que eu não quero falar com você? Que eu não fui com a sua cara? Seu preto”, disse.

O caso foi denunciado pelo publicitário e Karina foi levada para prestar depoimento, no entanto, negou todas as acusações.