Especialistas retiram explosivos do corpo de gerente do Banco do Brasil em Codó

A equipe especializada em explosivos da capital retirou o artefato da cintura do gerente do Banco do Brasil que foi mantido refém dentro de uma agência do BB no Centro de Codó.  Segundo informações do delegado geral da Polícia Civil, Armando Pacheco, o explosivo não tinha condição de ser detonado.

Confira a entrevista que o delegado Armando Pacheco deu ao Portal MA 10:

“O explosivo foi amarrado na cintura do gerente, mas foi uma forma de intimidar. A família foi resgatada e está em liberdade. Três suspeitos foram capturados pela polícia, oriundos da cidade de São Paulo e os outros estão em fuga”, disse o delegado.

Os suspeitos que conseguiram fugir deixaram dois carros às margens da BR 316, entre os municípios de Codó e Caxias, e entraram no matagal. Os carros abandonados, de acordo com a polícia, foi um Voyage e um Ford Fusion.

Segundo o comandante da polícia militar da região, Jurandir de Sousa Braga, o gerente não prestou depoimento e está com medo. A única informação repassada foi que os sequestradores mandaram ir ao banco sacar dinheiro em troca da família sequestrada.

A família foi libertada na zona rural de Codó e três suspeitos foram conduzidos a Delegacia para esclarecimentos. Com eles, foram encontrados celulares, uma quantia em dinheiro e documentos. A polícia determinou o fechamento das lojas no centro da cidade. Na ocorrência, além das polícias civil e militar, uma equipe do Centro Tático Aéreo (CTA) também esteve no local.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que forças de segurança estão na região para tentar localizar os outros envolvidos. Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que o sistema de segurança tomou conhecimento, na manhã desta terça-feira (17), que familiares de um funcionário do Banco do Brasil da cidade de Codó estariam sendo mantidos reféns visando forçar o mesmo a retirar valores do cofre da agência.

Por meio de um trabalho de inteligência policial e de monitoramento de possíveis suspeitos, o cativeiro onde a família do funcionário da instituição financeira estava foi identificado. Tais diligências da Polícia Civil e Militar resultaram na liberação da família em segurança.

A pasta da segurança pública ressalta, ainda, que não tendo êxito no crime (nada foi levado da instituição financeira), os criminosos fugiram em direção a uma região de mata fechada, abandonando o veículo utilizado. As forças de segurança estão na região objetivando localizar e prender os autores dos crimes.