Maranhão tem até 60 dias para reforçar segurança pública em Arari , afirma Ministério Público

Em Ação Civil Pública editada pelo Ministério Público do Maranhão, o órgão decretou, em caráter de urgência, a nomeação de novos servidores para fortalecer a segurança pública do município de Arari, cidade a 166 quilômetros de São Luís.

Segundo o Ministério Público a manifestação ministerial foi motivada pela ausência de profissionais da Polícia Civil. A promotora de justiça Patrícia Fernandes Gomes Costa Ferreira foi a responsável por formular a Ação Civil que determina a nomeação de um delegado, três investigadores e um escrivão para a cidade.

“A ação busca garantir o direito coletivo à segurança pública na cidade de Arari, que se encontra severamente debilitado, requerendo a condenação do Estado do Maranhão na obrigação de adotar todas as providências legais, na esfera administrativa e orçamentária para designar os agentes”, afirmou a promotora de justiça, na ação.

Atualmente os três investigadores da Delegacia de Polícia de Arari estão afastados por serem do grupo de risco do coronavírus. De acordo com o MP “a comunicação da ausência dos policiais, via ofício, feita pelo único escrivão atuante na cidade, confirmou a impossibilidade de proceder com diligências requeridas pela promotoria, entre as quais: efetuar a localização de testemunhas e realizar exames de corpo de delito”.

Devido o atual cenário de pandemia e o recolhimento de pessoas que fazem parte do grupo de risco, a delegacia de Arari tem contado somente com um escrivão durante dois dias da semana. O efetivo se tornou insuficiente para atender toda a cidade

“Com o afastamento dos três Investigadores, a polícia civil, em que pese o louvável esforço, não consegue se desincumbir a contento de sua missão constitucional, o que gera impunidade e, por consequência, aumento da criminalidade e insegurança para a sociedade”, declarou a promotora de justiça.