Delegacia de Proteção à Criança observa aumento nos casos de abuso virtual em São Luís

O Jornal da Difusora mostra nesta quinta-feira (08) dados que colocam o Brasil na liderança de crime de abuso pela internet. A maioria das vítimas é formada por mulheres jovens que relatam casos de preconceito e discriminação.

Os dados estão no estudo da Campanha Mundial Meninas pela Igualdade e o Maranhão foi um dos estados que participou da pesquisa no Brasil. Não existe recorte estadual, mas as meninas brasileiras estão acima da média mundial e da América latina quando o assunto é sofrer assédio nas redes sociais. O acesso fácil às redes sociais coloca adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade e, em São Luís, nesse período de pandemia, aumentaram as denúncias de abuso pelas redes.

“A gente acredita, por as crianças e adolescentes estarem mais tempo em casa, e aí acontece que aumentou o tempo de uso de redes sociais. Sem o devido controle, a gente observou que houve um aumento nas denúncias aqui na delegacia [de Proteção à Criança e ao Adolescente, em São Luís] desses crimes cibernéticos”, disse a delegada Adriana Meireles.

Quinhentas brasileiras, com idades entre 15 a 25 anos, foram ouvida. Cerca de 54% delas se autodeclaram de minoria étnica e dizem sofrer abuso nas redes por causa da raça. Já outras 44%, por conta do gênero ou orientação sexual. No Brasil, o Facebook lidera o número de casos com 62%, depois o Instagram com 44% e o WhatsApp com 40%.

A reportagem completa você confere no JD às 19h20, na TV Difusora, apresentado pelo jornalista Hugo Viegas.