Homem é julgado e condenado duas vezes no mesmo mês em Esperantinópolis

O Poder Judiciário da Comarca de Vara Única de Esperantinópolis realizou em setembro duas sessões do Tribunal do Júri para julgamento de um homem identificado como Romário da Silva Rocha. Ele foi julgado e condenado nos dois júris, por crimes diferentes. No primeiro julgamento, ele estava sendo acusado de ter matado a tiros o homem identificado como Edinaldo Pereira Silva. Segundo a denúncia, Romário teria, no dia 25 de janeiro de 2015, assassinado a vítima a tiros.

De acordo com as investigações, Edinaldo, á época em um bar no Povoado Lagoinha, com alguns amigos. Depois de passarem um certo tempo no estabelecimento, os amigos se dirigiram para um outro local. Edinaldo seguia em uma moto e levava uma mulher na garupa. Quando a vítima estava na Rodovia MA 012, foi alvejada por tiros, perdeu o controle da motocicleta e colidiu com uma cerca do outro lado da rodovia, morrendo no local. A mulher que estava com a vítima na hora do ocorrido, não foi atingida pelos tiros e afirma não ter conseguido ver quem efetuou os disparos.

Ainda segundo a denúncia, o réu passou a vigiar a família da vítima, fazendo perguntas sobre a autoria do crime e ameaçar os familiares por terem descoberto que ele teria executado a vítima. O Conselho de sentença reconheceu a autoria e a materialidade. Por este crime, ele recebeu a pena de 16 anos e meio de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

SEGUNDO JULGAMENTO

Na segunda sessão, quatro dias depois, Romário da Silva Rocha foi julgado junto com os homens Natanael Neres Ferreira, conhecido como ‘Gordo’ e Glauber Farias Dias. Eles estavam sendo acusados da morte de José Almir Mendonça, crime ocorrido em 20 de fevereiro de 2015. Conforme o inquérito policial, na data citada, na zona rural do Município de São Raimundo do Doca Bezerra, a vítima José Almir, conhecido por ‘Branco’, foi alvejada por disparos de arma de fogo, quando trafegava em sua motocicleta em direção à sede municipal.

A vítima foi atingida por seis disparos de arma de fogo. Durante as investigações, testemunhas afirmaram que os homens foram vistos, todos armados, no local onde estava o corpo de José Almir.

Os réus foram denunciados pelo crime e condenados. Natanael Neres Ferreira, o Gordo, recebeu a pena de 14 anos e 9 meses de prisão. O réu Gláuber Farias Dias recebeu a pena de 13 anos de reclusão. Por fim, Romário da Silva Rocha recebeu a pena de 13 anos de prisão. Todos os condenados deverão cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado.