Família alega que falta de estrutura em maternidade levou à morte de recém-nascida

A família de uma recém-nascida prematura denunciou ao jornalismo da TV Difusora suposta falta de estrutura do Hospital e Maternidade de São José do Ribamar há poucos dias.

No último 29 de junho, a grávida de 7 meses Aline Costa teria caído da rede. Ela começou a sentir fortes dores e o marido, Marcos Paulo Rodrigues, a levou para a maternidade. Ao ser atendida, foi identificado que os batimentos cardíacos da criança estariam baixos. Foi feito o exame de toque e, em seguida, foi prescrita uma injeção de dipirona. Na sequência, a mulher foi liberada para casa.

No dia seguinte, a gestante precisou retornar à maternidade ainda sentindo fortes dores, já em trabalho de parto. Alana Vitória nasceu mas, como era prematura, precisou de tratamento em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. No entanto, o hospital não possuía o serviço, o que indicaria transferência dela para outro hospital.

Desesperado sem o atendimento para a filha, o pai gravou um vídeo emocionado que viralizou nas redes sociais. Mesmo assim, foi necessário o auxílio de uma advogada para garantir a transferência da recém-nascida para a maternidade Juvêncio Matos, onde ainda chegou a ser atendida, mas não resistiu e veio a óbito.

Em nota, a Prefeitura de São José de Ribamar informou que os profissionais da Maternidade realizaram o atendimento à mãe Alinne Costa Mendonça e fizeram procedimentos específicos, estabilizando a recém-nascida para transferência em caráter de urgência a uma unidade de referência que possuía Unidade de Terapia Intensiva.

Afirmou que a recém-nascida seguiu recebendo os cuidados das equipes pediátrica e de enfermagem, com uso de medicação e suporte ventilatório. A nota diz ainda que o atendimento foi realizado, bem como a transferência feita, mas, infelizmente a recém-nascida veio a óbito.