Home Maranhão Especialistas repercutem casos de racismo e a falha presunção de inocência para negros

Especialistas repercutem casos de racismo e a falha presunção de inocência para negros

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O mundo ainda está impactado com episódios racistas ocorridos recentemente, como a morte por asfixia de George Floyd nos Estados Unidos após uma abordagem policial criminosa. Mas a violência no Brasil, historicamente tem cor. Em alguns episódios, o racismo se manifesta sem violência física, mas só quem passa pela experiência sente na pele as marcas profundas da dor.

E o racismo nem sempre se manifesta sem violência física. Prova disso é que negros são as maiores vítimas de homicídios no Brasil. Segundo o Atlas da Violência, em 2017, 75,5% das pessoas assassinadas no país eram pretas ou pardas – o equivalente a 49.524 vítimas. A chance de um jovem negro ser vítima de homicídio no Brasil, por exemplo, é 2,5 vezes maior do que a de um jovem branco.

Setenta por cento da população carcerária brasileira é formada por jovens negros entre 18 e 29 anos de idade; um reflexo da desigualdade social e de leis que, segundo pesquisadores, têm origens em teorias racistas. Embora o racismo esteja mais associado ao preconceito contra os negros, ele pode se manifestar contra qualquer raça ou etnia e por ser crime deve ser combatido.

Negros também são maioria entre os que morrem em decorrência de ações de agentes de segurança do estado. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 74,5% das pessoas assassinadas em intervenção policial são pretas ou pardas.