Entidades contestam investigação da PF sobre morte de “Guardião da Floresta”

Entidades indigenistas contestam o resultado de investigação da Polícia Federal sobre a morte de liderança Guajajara. O sobrevivente alega que índios foram, sim, vítimas de emboscada em terra Araribóia na região de Bom Jesus das Selvas.

Para indigenistas, o documento sobre a morte do líder Paulo Paulino Guajarara teria sido o resultado de uma troca de tiros com caçadores clandestinos de animais silvestres na reserva Araribóia, em Bom Jesus das Selvas, a 466 quilômetros de São Luís.

O crime aconteceu em novembro do ano passado; e a Polícia Federal descartou a possibilidade de conflitos étnicos ou uma emboscada de madeireiros no local. A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, que acompanha a situação da terra indígena, também contesta o resultado da investigação.

Na semana passada, uma comissão de parlamentares visitou a comunidade. Lideranças foram ouvidas e, segundo o que foi apurado, foram detectadas várias contradições na investigação. Um relatório da visita também vai ser produzido e apresentado às autoridades.

No caso, quatro pessoas foram indiciadas e o processo já foi encaminhado para a Justiça Federal no Maranhão. A PF considerou o fato lamentável e disse que os disparos teriam começado por causa de uma moto usada pelos invasores.