Polícia Federal descarta emboscada em caso de morte de Paulino Guajajara

A Polícia Federal descartou hipótese de emboscada ao concluir inquérito da morte do indígena Paulo Paulino Guajajara e do madeireiro Márcio Gleik. Os crimes ocorreram no dia 1° de novembro do ano passado na Terra Indígena Arariboia, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo, no município de Bom Jesus das Selvas, a 466 quilômetros de São Luís.

Quatro pessoas foram indiciadas pelas mortes dos dois. Durante as oitivas, foram feitas perícias, colhidos depoimentos e declarações de testemunhas e sobreviventes. A PF afastou também hipóteses relacionadas a conflitos étnicos. O resultado das investigações será encaminhado para o Ministério Público Federal. De 2016 até novembro de 2019, 13 indígenas foram mortos em decorrência do conflito com madeireiros no Maranhão.

INQUÉRITO JENIPAPO DOS VIEIRAS

Já o inquérito que investiga a morte dos caciques Raimundo Benicio Guajajara e Firmino Guajajara completou na última terça-feira (07) trinta dias e segue sem conclusão sob sigilo. Em dezembro de 2019, utilizando um veículo Celta de cor branca, pistoleiros mataram os dois líderes Guajajara no município de Jenipapo dos Vieiras, a 500 quilômetros da capital maranhense. Dois outros indígenas ficaram feridos e foram levados para o hospital, onde receberam proteção policial.