Após 18 anos foragido, homem é condenado por homicídio

A 1ª Vara da Comarca de Estreito realizou no último dia 13 de novembro uma sessão do Tribunal do Júri, levando a julgamento José Adriano da Silva Pereira, acusado de crime de homicídio praticado contra a vítima Divino Rodrigues de Sousa, fato ocorrido em 26 de março de 2000. Conforme a sentença, o acusado passou 18 anos foragido da justiça, mas atualmente encontra-se preso. Ele foi considerado culpado pelo conselho de sentença e recebeu a pena de 16 anos e meio de prisão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

Destaca a denúncia que, na data citada, algumas horas antes do crime, o acusado teria tentado agredir uma terceira pessoa em um bar, sendo impedido por Divino Rodrigues. Segue a denúncia relatando que, momentos depois, José Adriano teria se aproveitado do fato de Divino sair sozinho do bar, indo até um muro próximo urinar. O acusado teria se aproximado e, sem que a vítima percebesse, teria efetuado cinco disparos de revólver nas costas de Divino. Segundo a denúncia, várias pessoas testemunharam o assassinato e foram unânimes em afirmar que os tiros foram disparados por José Adriano.

“Por ter praticado a agressão de forma inesperada e utilizando-se de recurso que dificultou a defesa da vítima, neste caso, surpreendendo-a pelas costas (…) Bem como por tê-lo praticado por motivo fútil, pelo simplesmente fato de que a vítima interveio em momento anterior em defesa de outrem que estava na iminência de injusta agressão por parte do denunciado”, fundamentou a denúncia.

“Constato que, tendo praticado este homicídio qualificado no dia 26 de março de 2000, o acusado ficou foragido até o dia 27 de agosto de 2018, ou seja, durante mais de 18 anos. Assim, constatado que o acusado obstaculizou o regular curso da ação penal durante longos 18 anos, elemento concreto robusto que demonstra que, caso em liberdade, voltará a furtar-se à sua responsabilidade penal”, finalizou o juiz Bruno Nayro de Andrade, presidente da sessão do Tribunal do Júri.