Indústria sofre com redução da demanda interna no MA

A Sondagem Industrial do Maranhão, pesquisa elaborada pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou mais uma retração na atividade do setor industrial em junho (a terceira do ano) que, apesar dos percalços, mantém boas expectativas para o terceiro trimestre.

Segundo a PNAD trimestral do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), a taxa de desemprego, que diminuiu em relação ao primeiro trimestre de 2019, é de 12%. Ainda alto, o desemprego se reflete na redução da renda disponível, ampliada pelo aumento da informalidade no mercado de trabalho e, consequentemente, na redução do consumo, impactando negativamente sobre a demanda interna. O nível de estoque de produtos acima do planejado, 53,3 pontos, confirma a dificuldade do setor industrial de comercializar sua produção. Comportamento com tendência instável, segundo a pesquisa da FIEMA.

Demanda insuficiente, carga tributária elevada, custo de energia e dificuldades na logística de transporte estão entre os quesitos apontados pelos industriais maranhenses como principais problemas enfrentados no setor. Por outro lado, no Maranhão, o acesso ao crédito está mais fácil, segundo os representantes das empresas pesquisadas nesta sondagem industrial, comparativamente ao conjunto Brasil.

A satisfação com o lucro operacional, rendimento gerado pela operação exclusiva do negócio, está mais elevada no segundo trimestre de 2019. Contudo, a situação financeira das empresas se mostra preocupante quando comparada aos três primeiros trimestres de 2018.

Participaram da pesquisa indústrias dos segmentos de alimentos, vestuário, couros, derivados do petróleo, biocombustíveis, química, limpeza e perfumaria, plásticos, minerais não metálicos, metalurgia, produtos de metal, veículos automotores, móveis, manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, no período de 1º a 15 de julho de 2019. Da FIEMA.