HomeMaranhão Tiago Bardal depõe novamente sobre supostas investigações ilegais

Tiago Bardal depõe novamente sobre supostas investigações ilegais

Tiago Bardal depõe novamente sobre supostas investigações ilegais

O ex-superintendente estadual de investigações criminais, Tiago Bardal, foi ouvido nesta terça-feira (06) na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ). A audiência apura se houve determinação sobre investigações clandestinas contra servidores do judiciários e possíveis lideranças políticas, por determinação do atual secretário de segurança pública, Jefferson Portela. Sobre o assunto, a PGJ disse que não vai se manifestar, já a SSP-MA falou que não vai se posicionar, por que não há novidade sobre o caso.

No início do mês de julho, Tiago Bardal e o delegado licenciado Ney Anderson participaram de audiência pública após requerimento de autoria dos deputados federais Aluísio Mendes (PODE-MA) e Paulo Teixeira (PT/SP), na Câmara Federal, em Brasília. Na ocasião, o ex-delegado e Ney Anderson prestaram esclarecimentos sobre as supostas investigações da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão e de envolvimento de ambos com o crime organizado.

O ex-delegado está preso desde fevereiro do ano passado por suspeita de envolvimento com organizações criminosas. Em depoimento, Tiago Bardal disse que ficou à frente da SEIC de novembro de 2015 até janeiro de 2018, um mês antes de ser preso. Afirmou que durante esse período, efetuou mais de 700 prisões no combate efetivo ao crime organizado quando, segundo ele, houve mais prisões de assaltantes de banco na Polícia Civil. Em 2018, Bardal foi preso em suposto esquema de contrabando. À Câmara Federal, afirmou que sua prisão aconteceu após delação premiada de dois assaltantes de bancos.

À época, por videoconferência durante audiência, Tiago Bardal, Ney Anderson Gaspar e o deputado federal e ex-secretário de segurança pública do estado, Aluísio Mendes, propuseram auditoria do Sistema Guardião. De acordo com eles, doado pelo Ministério da Justiça ao governo do Maranhão, o Sistema poderia ser usado para grampear autoridades.