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Superintendência de Patrimônio Cultural vistoria Igreja do Desterro

Superintendência de Patrimônio Cultural vistoria Igreja do Desterro

Piso deteriorado, falta de manutenção, falta de pintura e outros reparos. Fiéis e frequentadores da Igreja do Desterro, localizadas no Centro de São Luís, denunciam suposto abandono em uma das igrejas mais antigas da capital maranhense.

Em nota, a Secretaria de Estado da Cultura (Secma) informou que a equipe de manutenção da Superintendência de Patrimônio Cultural (SPC) já realizou vistoria técnica na Igreja do Desterro para levantamento dos serviços a serem executados. “A igreja está inserida no planejamento de manutenção corretiva da Secma, com início de execução prevista para este ano”, garantiu.

 

IGREJA DO DESTERRO

A igreja de São José do Desterro foi construída no início do século XVII. Coberta de palhas e com frente voltada para praia, “foi profanada pelos holandeses, que aqui chegaram em 1641, e a imagem de Nossa Senhora do Desterro, padroeira, foi quebrada pelos invasores que eram protestantes”, segundo portal do Museu Histórico e Artístico do Maranhão.

Em 1832, um grupo de devotos de São José, liderados por José Lé, deu início à construção do novo templo, embora não tenha conseguido terminar. José Antônio Furtado de Queixo, substituto do líder, concluiu a construção com ajuda de antigos companheiros e através de esmolas.

Por várias vezes o templo foi reedificado e relegado ao abandono, até que o Cônego Benedito Chaves, auxiliado por um grupo católico, se responsabilizou de pedir auxílio a todas as classes econômicas e sociais e ao próprio Governo do Estado do Maranhão para realização da obra. Em 1943, a igreja do Desterro estava reaberta ao culto católico.

Em 1954, a Diretoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tomou a iniciativa de realizar obras de prevenção mandando proceder à restauração já que o templo se encontrava em estado precário de conservação. Em 1981, quando a Igreja passou a ficar sob a guarda da Secretária de Estado da Cultura, abrigou o Museu de Paramentos Eclesiásticos. Com a abertura do Museu de Arte Sacra, parte do acervo de paramentos eclesiásticos foi transferida para esta instituição museológica.