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Projeto promove mobilização em defesa das crianças em situação de rua

Projeto promove mobilização em defesa das crianças em situação de rua

Ação Nacional Criança Não é de Rua é uma mobilização em defesa dos direitos das crianças e adolescentes que vivem em situação de rua. Realizada anualmente, adotou o dia 23 de julho como um marco memorial da Chacina da Candelária, ocorrida no Rio de Janeiro em 1993. Teve início em Fortaleza em 2007 e depois passou a ser realizada em diversas cidades Brasileiras.

Este ato público tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade, dos governos e da mídia para a tragédia cotidiana e invisível de crianças e adolescentes vivendo nas ruas e dizer que isto é vergonhoso e inaceitável.

Sobre este assunto, o Bom dia Maranhão entrevistou, nesta quarta-feira (24), Enilson Ribeiro, educador social e articulador da Rede Amiga da Criança no Maranhão. Confira na íntegra:

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Segundo a Constituição Federal, é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar às crianças e aos adolescentes, com absoluta prioridade, seus direitos fundamentais, colocando-os a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Entretanto, a realidade do país é outra.

Com o intuito de mudar esta perspectiva, foi criada a Campanha Nacional de Enfrentamento à Situação de Moradia nas Ruas de Crianças e Adolescentes – Criança Não é de Rua -, uma iniciativa para a construção efetiva de uma nova realidade, capaz de gerar alianças e propostas de mudanças imediatas e de longo prazo, visando viabilizar a construção de uma alternativa real à vida nas ruas. A ação distingue “a criança e o adolescente em situação de trabalho na rua” da “criança e do adolescente em situação de moradia na rua” e “da criança e do adolescente que moram com a sua família na rua”.

A Campanha, formada por organizações da Sociedade Civil e do Poder Público, incentiva o diálogo sobre a importância da aproximação feita pelos educadores sociais na rua, da convivência familiar e comunitária, dos espaços de acolhimento institucionais governamentais e não governamentais, além das políticas públicas, financiamento governamental, e tecnologias sociais que envolvem as crianças e os adolescentes nesta triste situação. Todo o trabalho é realizado por meio de seminários estaduais, fóruns de discussão e com o apoio da imprensa.