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DPU propõem ação judicial contra responsáveis do atentado no Coquilho

DPU propõem ação judicial contra responsáveis do atentado no Coquilho

Nesta quarta (3), a Defensoria Pública da União no Maranhão propôs ação judicial contra os responsáveis pelo assassinato de três adolescentes, na localidade Vila Coquilho/Mato Grosso, em São Luís/MA. A execução sumária dos jovens Gildean Castro Silva, 14 anos, Gustavo Feitosa Monroe, 18 anos, e Joanderson da Silca Muniz, 17 anos, se deu no terceiro dia deste ano, nas proximidades do Residencial Mato Grosso, pertencente ao Programa Minha Casa Minha Vida. A chacina teve grande repercussão na imprensa local.

Segundo Yuri Costa, defensor público que acompanha o caso, “a ação movida pela DPU tem como objetivo indenizar as famílias das vítimas por danos materiais e morais decorrentes dos homicídios. Antes de propor a ação, a Defensoria Pública aguardou o avanço das investigações na esfera penal, identificou os prejuízos suportados pelas famílias e tentou, de maneira frustrada, resolver a questão fora da via judicial”.

A ação é movida contra a Caixa Econômica Federal, contratante da firma que fazia a vigilância do empreendimento, contra a empresa de segurança contratada e contra os dois autores das execuções, segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público e aceita pelo Judiciário.

O processo corre na Justiça Federal em São Luís e aguarda a manifestação judicial sobre o pedido de antecipação de tutela feito pela DPU, que requer o pagamento de pensão mensal às famílias das vítimas enquanto se discute na ação o valor total da indenização devida.

Homicídio

No dia 04 de janeiro, corpos de três adolescentes com idades entre 14 e 17 anos foram encontrados por volta do meio dia no terreno particular de uma empresa de ônibus no bairro Santa Bárbara, região do Coquilho.

O soldado da Polícia Militar, Hamilton Caires Linhares, é apontado como autor dos disparos de arma de fogo contra os adolescentes Gildean Castro Silva, de 14 anos, Gustavo Feitosa Monroe, de 18 anos, e Joanderson da Silca Muniz, de 17 anos. Além de Hamilton Caires também é acusado de participação no crime o vigilante Evilasio Lemos Ribeiro Junior.

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