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Tradicional Encontro de Bois marca o dia de São Marçal

Tradicional Encontro de Bois marca o dia de São Marçal

A tradicional Festa de São Marçal continua viva e cheia de vida. Mesmo com as jornadas extenuantes de três a quatro dias seguidos de apresentações, os grupos de bumba meu boi, e também os espectadores, não perderam a oportunidade de neste domingo (30), homenagear o santo que dá nome à principal avenida do bairro do João Paulo, e que é muito mais que o palco da apresentação.

O festejo junino na capital maranhense é encerrado, de forma oficial, com o tradicional Encontro de Bois de São Marçal, que ocorre na avenida de mesmo nome no bairro do João Paulo. O festejo é uma marca da cultura popular maranhense. A festa de São Marçal se estende até a madrugada do dia 1° de julho.

No início da manhã de hoje, brincantes e amantes da festa começaram a chegar e se reunir no João Paulo. Sob o ritmo das matracas, os participantes se concentraram na rotatória da avenida São Marçal – que dá acesso às avenidas Kennedy e Getúlio Vargas – e ecoaram toadas conhecidas do grande público. Durante todo o dia, cerca de 300 mil pessoas participam da festa.

História

A festa de São Marçal teria surgido a partir da proibição aos grupos de bumba-meu-boi de seguirem para a área do centro da cidade, sob pretexto de manutenção da segurança, ordem e tranquilidade, em razão da discriminação contra a cultura popular. Como a polícia não permitia que os brincantes passassem do Areal do João Paulo, o local se tornou ponto de encontro dos grupos e foi se consolidando a cada ano e se expandindo.

Outra versão afirma que o primeiro encontro de bois no João Paulo ocorreu em 29 de junho de 1928, quando os batalhões do Sítio do Apicum, o Boi do Lugar dos Índios, do povoado de São José dos Índios, em São José de Ribamar, (e talvez o Boi da Maioba) se reuniram sob o pedido de José Pacífico de Moraes, comerciante, apreciador da cultura popular, que resolveu reproduzir, em seu bairro, um encontro que já ocorria desde 1924, todo dia 29, em honra a São Pedro, na então Vila do Anil. Com o passar dos anos, a brincadeira foi se multiplicando e sua aceitação nos bairros urbanos foi aumentando.

O encontro ocorreu todos os anos até 1949, quando se transferiu para o Monte Castelo, ficando lá somente um ano. Depois, foi para o Bairro de Fátima, e passou por outros bairros até retornar ao João Paulo, em 1959. Somente na década 1980, a festa ganhou a forma que tem hoje.

No ano de 2006, a Prefeitura de São Luís, depois de ter sancionado a lei que alterou o nome da Avenida João Pessoa para São Marçal, atribuiu à Festa de São Marçal, através da lei Nº 4.626/06, o título de bem cultural e imaterial, transformando a data no Dia Municipal do Brincante de Bumba Meu Boi. Posteriormente, foi construída uma estátua de São Marçal na região, com 5 metros de altura.

Alteração trânsito

Para o Encontro de Bois de Matraca, que ocorre no João Paulo, a Prefeitura de São Luís, considerando a necessidade de disciplinar o trânsito na área de grande concentração do evento, estabeleceu a interdição para o tráfego de veículos nas seguintes vias: Avenida São Marçal (próximo à Feira do João Paulo), Avenida Getúlio Vargas (próximo ao Curso Wellington) e Avenida Kennedy (próximo ao Colégio Gonçalves Dias), com suas respectivas transversais. Em função do evento, as referidas interdições teve início as 22h do sábado (29) se estendendo até à meia noite do domingo (30).

As interdições acontecem da seguinte forma e locais específicos: no sentido bairro-centro, pela Avenida São Marçal, o trânsito foi desviado na Jordoa, pela Rua 05 de Janeiro até o Elevado Alcione Nazaré, seguindo pela Avenida dos Franceses, com destino ao Centro. No sentido centro-bairro, foram feitos desvios na Avenida Kennedy, sendo que o tráfego foi desviado para a Rua Armando Vieira da Silva (em frente ao Colégio Gonçalves Dias), seguindo em direção à Avenida Getúlio Vargas; e na Avenida Getúlio Vargas, próximo ao Curso Wellington, com desvio em direção à Avenida dos Franceses.

A SMTT ressalta que a utilização de quaisquer tipos de equipamentos que produzam som de modo geral, nos locais indicados, deverá obedecer ao que preceitua a Lei do Silêncio, especificamente no tocante ao volume, ficando sua fiscalização a cargo do órgão competente.