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Jornalista denuncia nas redes sociais ter sido vítima de injúria

Jornalista denuncia nas redes sociais ter sido vítima de injúria

Uma jornalista maranhense denunciou no último dia 31 de maio em seu perfil de rede social ter sido vítima de crimes contra a honra. O caso tomou repercussão nesta quinta-feira (06). A jovem teria saído da praia do Mangue Seco na região da Raposa quando, no caminho de volta, começou a chover. Ela parou em um centro comercial em São José de Ribamar, já que estava de moto e impedida de seguir viagem, e teria sido abordada por um homem que lhe perguntou o que fazia ali.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o homem chama a comunicadora, natural de Imperatriz, de fedorenta. “Isso aqui é uma fedorenta, que está sujando o chão, deve ser parente daquela mulher lá do PT, lá de São Paulo”, bradou o homem.

Ele teria se aproximado dela, que pegou o celular para filmar toda a ação. “O senhor vai me agredir por que eu tô sentada? Eu não acreditando que eu tô passando por isso aqui”, disse a mulher.

“Ela tá aqui dentro das lojas, isso aqui não é lugar de ficar sentada, tá aqui sentadinha”, disse o homem.

Em companhia de uma amiga, que presenciou o ocorrido, a jornalista registrou Boletim de Ocorrência junto à Delegacia Especial da Mulher (DEM), em São Luís, para relatar os crimes de injúria e ameaça.

“Eu tô consternada com o que esse senhor fez comigo. Eu, sinceramente, não tô acreditando. Eu sei que o mundo é doente, e ele começou a me agredir simplesmente por que eu tô com uma camisa vermelha. Não tem nada a ver, não tem símbolo de partido nenhum, as pessoas elas são doentes, elas precisam de tratamento”, afirmou à época em seu perfil.

Ao registrar o Boletim na DEM, foi orientada de que pode representar em até seis meses após a ocorrência dos fatos os crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria). Já pelo crime de dano, a vítima tem prazo de seis meses para apresentar queixa-crime em juízo, através de advogado ou defensor público devidamente constituído.

Nesta quinta-feira (06), a jovem agradeceu o apoio que vem recebendo pelas redes sociais. “Por tanta demonstração de carinho e solidariedade! Por aqui a vida segue, a luta continua, e enquanto houver justiça neste país, cor nenhuma definirá o caráter de ninguém. Hoje, mais uma vez, usei vermelho. É uma cor que gosto, pela qual me expresso e na do que aconteceu irá mudar isso. Continuarei na luta e em busca de justiça”, disse.

O jornalismo do TV Difusora tenta localizar o homem apontado como autor dos xingamentos.