Protestos em favor da educação movimentam Campi UFMA/IFMA em todo o estado

Acontecem nesta quarta-feira (15) desde as primeiras horas da manhã manifestações em todo o país em defesa da educação. Em São Luís, pelo menos dois atos foram programados e um deles ocorreu no Campus da Universidade Federal do Maranhão, na área Itaqui-Bacanga.

Técnicos da UFMA, professores e estudantes participaram do protesto; a mobilização também atraiu entidades que lutam pela defesa da educação. Com faixas e cartazes, os manifestantes bloquearam pela manhã a Avenida dos Portugueses em intervalos de 10 minutos para chamar a atenção de quem passava pelo trecho. Também houve distribuição de panfletos para informar a população.

Na cidade de Imperatriz, entidades ligadas a movimentos estudantis, sociais e sindicatos se reuniram e convocaram a população para uma greve nacional contra as medidas na educação anunciadas pelo Governo Federal. A mobilização aconteceu na Praça Brasil e contou com mais de 1.500 pessoas. Outras pautas foram reivindicadas na paralisação nacional: como a reforma da Previdência.

 

Em São João dos Patos, a 540 quilômetros de São Luís, o protesto reuniu alunos e professores no Campus do Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Houve caminhada nas ruas da cidade, que contou com o apoio de toda a população. Na cidade de Coelho Neto, estudantes também participaram de ato no Campus do IFMA. Em Pinheiro, na Baixada Maranhense, também teve manifestação de professores e estudantes contra o corte de verbas para a educação.

Alunos e professores do IFMA de Caxias se concentraram na Praça do Panteon, região central da cidade. De acordo com o Instituto em Caxias, dos 38% de bloqueio das verbas no orçamento previsto para 2019, 30% é destinado a programas e ações do órgão, um percentual que representa R$ 28 milhões a menos no orçamento. Estudantes da Universidade Estadual do Maranhão, trabalhadores da educação, pais de alunos e representantes de movimentos estudantis integraram o movimento. Eles percorreram as principais vias do município até a Praça Gonçalves Dias.

 

No decorrer do ato na capital maranhense nesta quarta, a reitora Nair Portela falou via entrevista de rádio ao jornalista e professor da Instituição, Ed Wilson, sobre como os cortes vão impactar a manutenção em todos os Campi espalhados pelo Maranhão:

Pela tarde, outra mobilização em São Luís envolveu sindicatos, movimentos sociais, estudantes, professores, pais, em concentração na Praça Deodoro. A passeata percorreu a rua Rio Branco, Avenida Beira Mar e desceu até a Praça dos Catraieiros, no Centro Histórico do São Luís, onde acontecerá no início da noite ato público.

Para esta quinta-feira (16), está prevista uma coletiva de imprensa na Pró-Reitoria de Ensino da UFMA. No encontro, serão esclarecidas questões sobre os cortes do orçamento pelos quais tem passado a Universidade nesses últimos anos e que afetam diretamente o funcionamento da Instituição.

Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro utilizou o Twitter para explicar que a educação foi a área que teve o décimo maior contingenciamento de verbas entre os ministérios, quase R$ 6 bilhões.

Em Dallas, no estado norte-americano do Texas, Bolsonaro disse que o bloqueio é necessário e que os manifestantes que protestam contra isso no Brasil “uns idiotas úteis, uns imbecis”. “É natural, é natural. Agora… a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou Bolsonaro.