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Agricultura do MA aquecida na produção de cerveja extraída da mandioca

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Um projeto desenvolvido por uma cervejaria multinacional e incentivado pelo Governo do Estado está trazendo esperança a produtores que cultivam o principal produto da agricultura maranhense, a mandioca.

Entre o cerrado e a caatinga, a paisagem de uma região que cada vez mais vê o cultivo da soja se espalhar pelos campos, em detrimento de iniciativas de agricultura familiar. Mas há quem resista a monocultura da soja. Um exemplo são os produtores da comunidade de Trincheiras, no município de Magalhães de Almeida, a 400 quilômetros da capital.

Por lá, 78 famílias vivem do que plantam; elas fazem parte de uma cooperativa de produtores que nasceu a partir da implantação do projeto Tabuleiro de São Bernardo. Uma iniciativa de reforma agrária, criada há mais de 30 anos, que tinha como objetivo o combate a pobreza e a seca por meio de produção de fruticultura irrigada. Mas na área de 25 mil hectares, até hoje, apenas um assentamento foi realizado.

O projeto deixou montada uma estrutura de irrigação permanente. A água que mantém as terras irrigadas vem do rio Parnaíba direto para reservatórios, o que garante produção o ano inteiro. A cultura é diversificada: tem banana, coco, milho e mandioca. Esse último, principal produto da agricultura maranhense. A produção de farinha para esses agricultores nunca representou uma grande fonte de renda, o que eles não sabiam e descobriram é que a mandioca poderia poderia ser matéria-prima para outro produto bastante consumido na mesa do maranhense: a cerveja.

A ideia de fazer uma cerveja de mandioca surgiu de uma cervejaria multinacional, o primeiro passo foi identificar no estado quem poderia atender a demanda de produção e garantir a qualidade do produto. Com a parceria estabelecida, os agricultores da cooperativa começaram a planejar a produção para realizar colheitas em todas as épocas do ano. A cada 15 dias, a mandioca colhida na comunidade é enviada para uma fecularia em Pernambuco em caminhões refrigerados. Lá, a matéria-prima é processada em fécula e volta para o Maranhão, onde é transformada no produto final. Um negócio de compra garantida para os agricultores que já começa a gerar lucro e sonhos.