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Assistência Farmacêutica do Maranhão é apontada como modelo para outros estados

Assistência Farmacêutica do Maranhão é apontada como modelo para outros estados

A Assistência Farmacêutica do Maranhão se tornou referência para o estado do Piauí, onde o Ministério Público destacou a eficiência da dispensação dos medicamentos. O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, ressaltou que, com os investimentos realizados na Assistência Farmacêutica, a gestão estadual conseguiu viabilizar um atendimento rápido e eficaz na dispensação dos medicamentos componentes especializados.

“Tenho muito orgulho ao saber que o Maranhão já inspira outras gestões no país. Desta vez, foi estado do Piauí que realizou uma audiência pública para adequar o seu modelo de dispensação de medicamentos ao nosso. Ficou comprovado que modernizamos o processo licitatório dos medicamentos especializados, evitando a escassez e alcançando quem mais precisa”, destacou o secretário Carlos Lula.

Outro reconhecimento aparece no último relatório da Controladoria Geral da União, divulgado em 2017. O documento apontou o Maranhão como um dos estados do país sem registro de descarte de medicamentos especializados. O mesmo relatório aponta desperdício de fármacos no Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Para o gestor da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde, Sandro Monteiro, os resultados são resultado do aumento dos investimentos do Governo do Estado e o trabalho de uma equipe técnica mais eficaz na execução deste setor.

“O Maranhão estava entre os cinco piores estados em Assistência Farmacêutica, mas, hoje, estamos entre os 10 melhores. Com a modernização na forma de aquisição desses medicamentos diminuímos em quase 90% o desabastecimento destes insumos, demos mais agilidade no atendimento destas pessoas e sem dúvida oportunizamos mais qualidade de vida a eles. O segredo disso está no comprometimento de toda equipe da SES”, afirmou Sandro Monteiro.

Entre 2015 e 2018, a Assistência Farmacêutica da SES realizou 832.351 atendimentos aos usuários do Maranhão. O resultado representa o aumento de 22% da estimativa inicial que era de 680 mil atendimentos.

Descentralização da FEME

A Farmácia de Medicamentos Especializados (FEME) distribui medicamentos de três grupos distintos: aqueles cujo financiamento está sob a responsabilidade exclusiva da União; os financiados exclusivamente pela Secretaria de Estado da Saúde (SES); e medicamentos adquiridos pelos estados com transferência de recursos financeiros pelo Ministério da Saúde, na modalidade Fundo a Fundo. São cerca de 120 medicamentos disponíveis na farmácia.

A FEME atende todos os 217 municípios do estado. No caso das pessoas que não podem buscar o medicamento na sede, em São Luís, fica a cargo dos farmacêuticos cadastrados em cada cidade a retirada do fármaco. O atendimento ocorre mediante agendamento.

Naldirene Maia, 67 anos destaca o trabalho de assistência realizado pela FEME. (Foto: Márcio Sampaio)

“Temos um setor específico para atendimento aos municípios do estado. Os farmacêuticos fazem um cadastro e buscam para toda população do município cadastrada no serviço. Para ser dispensado, o usuário tem que abrir um processo administrativo e vir encaminhado através do serviço médico”, explica Sandro Monteiro.

Além disso, foram implantadas assistências farmacêuticas municipais em 202 cidades maranhenses, de acordo com a Portaria n° 256/2017. Isto permitiu maior qualidade no processo de aquisição e distribuição de medicamentos, bem como segurança sanitária e melhor acompanhamento na utilização do fármaco, impactando positivamente na vida do usuário.

Atualmente, a FEME possui um anexo em funcionamento na Unidade Regional de Saúde (URS) de Imperatriz. A proposta é estabelecer mais quatro unidades da FEME nas URS atendendo a necessidade apontada na avaliação situacional de cada região.

Usuários aprovam o trabalho

“Estou muito bem assistida. Os profissionais daqui são maravilhosos, todos nos tratam muito bem, da recepção até as enfermeiras. Agradeço a Deus pela FEME existir, porque se não tivesse ela para nos amparar eu não teria condições de comprar”, relatou Naldirene Maia, 67 anos.

Maria da Graça, 76 anos afirmou que o ter esse serviço de forma gratuita é muito bom. “Tenho problemas nos rins e necessito de uma medicação especializada que é cara demais. Ter o Governo nos garantindo essa assistência é muito bom e me deixa muito feliz”, destacou.

“Todo o serviço é bom, do atendimento até a entrega do remédio. É um remédio caro, principalmente para quem tem outras despesas. Não teríamos condições de comprar”, afirma Sônia Maria Oliveira, 59 anos.

Por Ascom