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Bom Dia Maranhão discute fiscalização e trabalho escravo no Maranhão

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De acordo com os dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil, o trabalho escravo no Maranhão estava ocupando a 8ª posição em 2018. Várias atividades para combater essa realidade estão sendo feitas no Estado, que já foi o maior exportador de mão de obra análoga à escravidão do país.

Durante a entrevista, o  Secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, comentou sobre esses dados. “Entre 2013 e 2017, o Maranhão ocupava a primeira posição de exportação de mão de obra escrava. Em 2018, o Maranhão mudou para a 8ª posição. É bom sempre a gente considerar, e sermos cautelosos nesses dados, porque os dados que nós trabalhamos  são os dados da fiscalização do Ministério do Trabalho e esse tem sido um dado de referência para todo mundo que trabalha com políticas de prevenção de combate ao trabalho escravo. Por conta das mudanças políticas no Brasil, nos últimos anos, tem diminuído em algumas regiões do Brasil a fiscalização do Ministério do Trabalho, lamentavelmente. No Brasil, hoje, existe um sub-registro sobre o trabalho escravo, por isso que o governo do Maranhão, junto com a OIT (Organização Internacional do Trabalho) iniciou uma outra experiência[…] que foi de realizar uma pesquisa para identificar populações vulneráveis ao trabalho escravo.

“Isso nos dá uma outra base de dados para que possamos ter uma visão mais ampla do problema. É preciso que ela seja realizada em outros estados brasileiros e que a gente volte a repetir daqui a um tempo para criar uma série histórica para identificar concretamente qual a amplitude do trabalho escravo no Brasil, completou o secretário.

Francisco Gonçalves afirmou que em 2019 será realizado o Programa Estadual de Combate ao Trabalho Escravo com o objetivo de diminuir esses casos de mão de obra análoga à escravidão, principalmente, nos 40 municípios do Maranhão com mais incidência desses tipos de crimes.

Confira a entrevista completa!