Awá–Guajá de Zé Doca e São João do Carú terão segurança reforçada

Foi autorizado o envio imediato de tropas policiais para proteção do território indígena Awá–Guajá, no interior do Maranhão. A decisão do governo foi tomada depois de uma reunião com a secretaria de direitos humanos, acatando um pedido da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Os Awá–Guajá são um dos últimos povos que vivem exclusivamente da caça e da coleta para se alimentar. Enquanto alguns índios dessa etnia preferem viver isolados nas florestas, pelo menos outros 450 estão espalhados por quatro aldeias em uma região do Maranhão, que corta os municípios de São João do Carú, Governador Newton Bello, Zé Doca e Centro Novo do Maranhão. Eles ocupam um território reconhecido pela união mas que, frequentemente, vive sob ameaça de conflitos, especialmente com grandes fazendeiros e madeireiros da região.

Na semana passada, fazendeiros ameaçaram invadir o território dos Awá–Guajá, na região do município de São João do Carú, a 245 quilômetros da capital. Por conta disso, o governo do estado autorizou o envio de policiais para garantir a segurança do local. A decisão é colocar policiamento permanente nos dois postos da FUNAI que existem na região.

Em 2014, os mesmos fazendeiros teriam invadido as terras dos Awá–Guajá. Na época por uma decisão da justiça, eles foram retirados da área. Agora, estariam retornando com a alegação de que estariam enfrentando problemas com as terras que seriam destinadas a eles pelo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).