Home Maranhão Militantes e personalidades são homenageados pelo PCdoB em premiação 

Militantes e personalidades são homenageados pelo PCdoB em premiação 

Militantes e personalidades são homenageados pelo PCdoB em premiação 

Uma noite de emoções, homenagens e reafirmações de compromissos pelas lutas e causas políticas e sociais marcaram a 11º edição do prêmio José Augusto Mochel, realizado na noite desta quarta-feira (12). Na já tradicional solenidade, organizada pelo Partido Comunista do Brasil no Maranhão (PCdoB-MA), em parceria com a Fundação Maurício Grabois, foram oito congratulações realizadas, entre lideranças, militantes, entidades e reconhecimento póstumo, valorizando a dedicação na luta a favor da Democracia e por interesses coletivos.

Nesta edição, foram premiados o radialista Ademar Danilo; o ex-deputado estadual Juarez Medeiros; a advogada Regina Lopes, a engenheira e militante pela reforma agrária Marluze Santos, o coordenador do Movimento Sem Terra Elias Araújo e as entidades sindicais Central Única de Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). A homenagem póstuma foi para o poeta Nonato Pudim.

O presidente do PCdoB-MA, Márcio Jerry, defende que o Prêmio, que já tem uma importante função social de fortalecer as defesas de direitos coletivos e individuais, ganha ainda mais destaque em tempos atuais, quando a Democracia passa, no cenário nacional, por tantas provações.

“É fundamental a gente reavivar a importância da luta e da causa democrática. A democracia é uma construção coletiva de enorme importância que não pode ser atacada, vilipendiada, diminuída. E nós temos hoje no Brasil tentativas golpistas em curso e agressões muito rotineiras à Constituição, as leis e aos direitos. E fazemos de hoje, desse momento em que se celebra uma vez mais José Augusto Mochel, uma alerta para estarmos sempre juntos na luta pela Democracia e pelos trabalhadores brasileiros”, destacou Marcio Jerry.

Homenageados

Entre os homenageados desta ultima edição do José Augusto Mochel, esteve o radialista, produtor cultural, DJ de reggae e militante dos Direitos Humanos Ademar Danilo. Grande militante do movimento reggae no estado, assim como da defesa dos direitos de pessoas nas mais diversas situação de fragilidade, Ademar acredita que a defesa e preservação da cultura maranhense e o engajamento nas lutas sociais é resistência.

“Este é um premio muito importante para nós que trabalhamos na defesa de direitos fundamentais da pessoa humana, seja em qual área for, seja crianças e adolescentes, LGBT, mulheres ou cultura. Reconhece a luta de um monte de gente que ao longo da vida enfrenta os poderosos e todos aqueles que não respeitam os direitos humanos”, pontuou Ademar, ao agradecer o premio.
Militante das questões agrarias, Marluze Pastor reafirmou, na premiação, a permanências nas defesas coletivas. “Meu agradecimento ao reconhecimento do partido por esse trabalho na luta pelo direitos humanos. E compartilho com as mulheres, principalmente com as mulheres rurais, que são tão próximas da minha luta e história”, disse.

José Augusto Mochel

A premiação – criado em 2007 pelo governador, na altura deputado federal, Flávio Dino (PCdoB) – pretende, a partir do reconhecimento a personalidades, lideranças políticas, militantes e entidades que tenham se dedicado às lutas sociais e causas democráticas, reverenciar a memória do líder comunista José Augusto Mochel, que faleceu em 25 de março de 1988, em São Paulo. Mochel foi militante do movimento estudantil secundarista e universitário, marcando sua atuação no combate à ditadura militar.

Tendo participado ativamente da luta pela redemocratização, José Augusto Mochel apoiou as lutas de resistência camponesa num momento de graves conflitos pela posse da terra. Participou da luta pela anistia e ajudou a fundar a Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos. Foi um dos reorganizadores do PCdoB no Maranhão, tendo sido candidato a deputado federal nas eleições de 1982 pelo PMDB, já que à época esse era o espaço de atuação do PCdoB, partido que estava na ilegalidade imposta pela ditadura.