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Quase 90% dos casos que optam por conciliação são solucionados

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A  justiça brasileira tem um grave problema que se chama morosidade, ou seja, uma justiça que demora. Por conta disso, algumas alternativas surgem para solucionar a maioria dos conflitos. Uma  delas é a Conciliação. Hoje em dia, cerca de 90% dos conflitos familiares são resolvidos em acordo extrajudicial.

Aqui em São Luís, por exemplo, o  Defensor Gabriel Furtado da Defensoria Pública Estado explica que tem sido grande o número de casos que preferem uma conciliação. “Até a última consolidação tem sido mais de 150 audiências, com a taxa de solução de 90%, ou seja, de todos os casos que foram apresentados quase 90% dos casos saíram de lá solucionados, sem precisar ingressar com ação judicial. As próprias partes se resolveram com a intermediação de um mediador, de um conciliador” disse o Defensor.

O projeto de Conciliação foi uma das alternativas para mudar o cenário da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça, que mesmo atendendo mais a sociedade, não conseguia reverter o grande número de processos.” Há uma conscientização. Na verdade há uma conjugação de esforços entre a Defensoria Pública e o Tribunal de Justiça. Nós percebemos que cada vez mais o Tribunal de Justiça julga mais e julga melhor. A Defensoria Pública atende mais e atende melhor. Mas mesmo assim há cada vez mais processos. Então a gente precisava de um meio de alternativa. A gente precisava tentar diferente. E essa é um dos projetos pilotos é uma das tentativas diferentes que nós estamos empreendendo”, afirmou Gabriel Furtado.

A Conciliação traz agilidade aos processos e soluciona os casos de maneira mais simples e amigável, mas, além disso, o defensor público afirma que há outras vantagens na conciliação. “Transfere poder para as partes. Quem resolve na conciliação são as partes. Num processo judicial quem resolve são as autoridades envolvidas. A parte é quem constrói seu acordo. E é interessante pôr que aquele acordo tem o mesmo poder de uma sentença. O mesmo valor”, afirmou o entrevistado.

Confira a entrevista na íntegra!