Home Maranhão São Luís Antropólogo fala sobre caso de racismo sofrido por atleta maranhense

Antropólogo fala sobre caso de racismo sofrido por atleta maranhense

Featured Video Play Icon

Em uma partida pelas oitavas de final da Liga Nacional de Handebol Feminina a atleta maranhense Gilvana Nogueira foi vítima de racismo. O jogo entre Blumenau de Santa Catarina e o Unip de São Bernardo ocorreu no dia 27 de outubro. A denúncia de racismo aconteceu no ano em que é celebrado os 130 anos da abolição da escravatura e próximo ao mês da consciência negra, novembro. Sobre o assunto, o jornal Na Hora D recebeu o antropólogo Carlos Benedito Rodrigues.

A jovem de 20 anos foi chamada de “macaca” por um torcedor durante partida entre as equipes de Blumenau x Unip/São Bernardo. A atleta foi contratada pela equipe do São Bernardo no início do ano e vem se destacando nas competições.

A Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel) manifestou profunda indignação com o ataque racista sofrido pela atleta de handebol. Repudiou “qualquer tipo de atitude que vá contra o ser humano, independente de gênero, raça ou opção sexual”. Garantiu que o “esporte é uma ferramenta inclusiva” e se solidarizou com a atleta, bem como todos que tem sofrido algum tipo de constrangimento e discriminação.

Veja abaixo a nota da Confederação Brasileira de Handebol:

A CBHb vem por meio desta afirmar que já está apurando os fatos a respeito das ofensas racistas por parte de torcedores contra jogadoras do time visitante, no jogo entre as equipes de Blumenau x Unip/São Bernardo. A partida que ocorreu no último dia 27 de outubro em Santa Catarina foi pelas oitavas de final da Liga Nacional de Handebol Feminina. A CBHb reitera que repudia todo e qualquer ato de racismo e que levará ao conhecimento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para as devidas providências cabíveis dentro do que rege as leis esportivas.