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Câmera 4 mostra a história de resistência de comunidades tradicionais

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O programa Câmera 4 deste sábado (15) reexibiu a história de luta e resistência dos povos e comunidades tradicionais. Encontro de Povos e Comunidades e Tradicionais que aconteceu no quilombo Monte Alegre, em São Luís Gonzaga, reuniu pessoas de vários lugares do Brasil.

Relatório de 2017 da Comissão Pastoral da Terra (CPT) destaca o maior número de assassinatos em conflitos no campo dos últimos 14 anos. Foram 71 assassinatos, 10 a mais que no ano anterior, quando foram registrados 61 casos (31 destes assassinatos ocorreram em 5 massacres, o que corresponde a 44% do total).

A comunidade de Monte Alegre em São Luiz Gonzaga, no Maranhão, é palco de muita luta e resistência dos quilombolas e quebradeiras de coco babaçu. A história das famílias é marcada pela violência, pois já tiveram suas casas queimadas e derrubadas, sofreram ameaças de morte, agressões físicas e dramas marcantes como a das mulheres que tiveram de se esconder nos babaçuais com bebês recém-nascidos durante dias para evitarem o confronto com jagunços e policiais militares. Com informações do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu.

O programa deste sábado foi gravado em julho deste ano e reexibido neste 15 de setembro em homenagem a Maria de Jesus Bringelo, dona Dijé de 70 anos. Ela morreu na sexta-feira (14) no quilombo Monte Alegre em decorrência de um infarto fulminante. Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, manifestou pesar pela morte dela, que era uma das principais lideranças quilombolas do Brasil.