Home Maranhão São Luís Coronel reformado é interrogado em audiência de instrução do caso Davi Bugarin

Coronel reformado é interrogado em audiência de instrução do caso Davi Bugarin

Coronel reformado é interrogado em audiência de instrução do caso Davi Bugarin

Terminou por volta de 15h desta terça-feira (21), no Fórum Desembargador Sarney Costa, a audiência de instrução do coronel reformado Walber Pestana da Silva, de 62 anos. Ele é acusado e réu em processo que investiga a morte do genro, o músico Davi Bugarin.

Foram arroladas nove testemunhas pelo Ministério Público, sendo duas de acusação e defesa, e mais três somente de defesa. Familiares da vítima e do acusado acompanharam a audiência. Walber Pestana também foi interrogado, ele responde o processo em liberdade.

O próximo passo, segundo a assessoria do Fórum, é o Ministério Público e a defesa fazerem as alegações finais. Só depois é que o juiz titular da 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, José Ribamar Goulart Heluy Júnior, vai decidir se o policial aposentado vai a júri popular.

Nesta terça-feira não foram apresentadas as alegações finais por que o promotor Valdenir Lima pediu que o Instituto de Criminalística (ICRIM) mande os laudos que estão faltando, da perícia de um notebook e do vestido da filha do acusado. A advogada do assistente de acusação pediu que fosse diligenciado para obtenção de câmera de videomonitoramento de outra residência próxima à casa onde ocorreu o crime.

 

CASO DAVI BUGARIN

Davi Bugarin foi morto a tiro no dia 15 de fevereiro deste ano, pelo sogro. O crime aconteceu na Avenida dos Nobres, no bairro Parque dos Nobres, Região Metropolitana de São Luís.

O inquérito do caso foi concluído pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa em março deste ano. À época, a SHPP apontou que “de tudo que foi analisado, as conclusões levaram ao indiciamento do Walber Pestana da Silva por homicídio doloso simples, ainda que existam nos autos indícios de que a vítima, Davi de Souza Bugarin de Melo, tenha agredido a namorada, filha de Pestana, mantendo-a em cárcere privado no dia do crime”.

De acordo com o superintendente da SHPP, delegado Lúcio Reis, na época os laudos comprovaram diversas lesões no corpo de Ingrid Raiane Silva, causados por instrumentos cortantes e pontiagudos. Ela teria sido atingida na cabeça, braços, pernas e nariz. Bugarin residia no Parque Pindorama, era músico e ex-sócio proprietário na casa de eventos Cidade Velha PUB.