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Povos e Comunidades Tradicionais do país se unem para garantir mais segurança

Povos e Comunidades Tradicionais do país se unem para garantir mais segurança

Por: Assessoria

A luta pela preservação da diversidade cultural foi o ponto em comum que uniu representantes dos Povos e Comunidades Tradicionais (PCT´s) durante três dias (03 a 05/07), no quilombo Monte Alegre, em São Luiz Gonzaga, no Maranhão. Cerca de 200 pessoas, entre conselheiros dos PCT´s, movimentos sociais parceiros, apoiadores nacionais e internacionais e a comunidade, representando mais de 13 estados do país, participaram do Seminário “PCT´S Protagonistas da sua História: avaliando a Política Nacional de PCT”. O objetivo foi avaliar a Política Nacional de PCT´s e discutir uma agenda comum para o Conselho Nacional, que apesar de nunca ter sido empossado pelo Governo Federal, iniciou as atividades em busca do bem viver para as quase cinco milhões de pessoas que resistem pela existência dos costumes tradicionais.

O evento foi organizado pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), que atua no Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins, com o apoio da União Europeia, Fundação Ford e ActionAid, todas organizações internacionais de combate à pobreza. Colaboraram também na metodologia do seminário durante a programação a Rede Cerrado e o ISPN. Outras instituições parceiras dos movimentos sociais como o IPEA, FASE, UFMA, UFPA, MPF, DPU, ASSEMA, AMTR, FIAN, NERA, CPT, TEIA DOS POVOS DO MA, SAF/MA, SEMAS, AVESOL e MOQUIBOM participaram desse momento de construção coletiva em prol dos PCT´s.

Na abertura do evento, a quilombola, quebradeira de coco babaçu e conselheira, Maria de Jesus Bringelo (Dona Dijé), liderança e exemplo de luta do quilombo Monte Alegre, deu as boas vindas aos participantes. Emocionada, dona Dijé chamou todos para seguirem forte e lutar bravamente pela preservação do território e do bem viver. “Segurem firmes nas mãos dos familiares, dos amigos e até daqueles que vocês desconhecem, mas que estão preparados para caminhar lado a lado, seguindo a missão, escutando as batidas do seu coração”, disse dona Dijé.

Francisca Nascimento, coordenadora geral do MIQCB, destacou a importância do seminário para fortalecer a luta e as comunidades enquanto povos tradicionais. “É preciso nos organizarmos para apresentarmos as demandas, concretizar as ações para atender as necessidades dos PCT´s e pressionar o Governo Federal para implementar políticas públicas que impactem positivamente na vida dos povos e comunidades tradicionais”, afirmou.

Encaminhamentos

Os debates realizados durante os três dias do seminário resultaram na construção de uma Agenda em Comum para os PCT´s e na elaboração da Carta Denúncia de Monte de Alegre sobre violação de Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Registros importantes que orientarão as ações do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT). A sistematização da agenda em comum foi realizada a partir dos encaminhamentos de quatro grupos temáticos divididos pelos eixos: Acesso ao Território e aos Recursos Naturais; Infraestrutura e Inclusão Social e Fomento e Produção Sustentável.