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Servidores municipais da Educação iniciam greve

Servidores municipais da Educação iniciam greve

Em Imperatriz, servidores da Rede Municipal de Educação iniciam hoje (22), a greve geral da categoria que atua nas escolas municipais. As negociações com a Secretaria de Educação do Município acontecem desde abril deste ano e a paralisação é consequência da falta de acordo sobre as propostas feitas pela Prefeitura. Ainda na semana passada, em assembleia geral organizada pelo Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos de Ensino em Imperatriz (STEEI), os servidores decidiram pela greve de todos os trabalhadores.

No início, a Prefeitura ofereceu apenas 3% de adequação salarial para os servidores, enquanto a solicitação do reajuste para a classe é de 9%. Logo após, o município apresentou 6% como contraproposta final, o que não chega aos 6,8% ao piso definido pelo Ministério da Educação para 2018.  

De acordo com o presidente do STEEI, Francisco Messias, mais de 90% dos servidores aderiram ao movimento grevista. Ele informou ainda que o problema está na data base de quitação da proposta do município – que seria apenas em julho e a categoria perde os meses de abril e junho. “Os servidores da Educação gostariam de estar nas escolas, trabalhando, mas isso tudo poderia ter sido evitado se houvesse respeito por parte da Prefeitura sobre a nossa data base”, afirmou Messias.

Para o professor José Parente, a greve deste ano reivindica as mesmas melhorias pautadas na última greve dos servidores em 2014, que durou 120 dias. Logo, não há recursos suficientes na educação e nem o respeito da data base da categoria. “Esta greve iniciada hoje é exatamente pela desvalorização da classe. Infelizmente estamos na rua de novo, em busca dos nossos direitos.”, explicou o professor.    

Em nota, a Prefeitura afirmou que não possui condições de arcar com o retroativo da categoria de acordo com as solicitações de reajuste. A ação comprometeria a receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, FUNDEB.

“Desse modo, reiteramos que a Prefeitura age no restrito limite da Lei, dando um aumento real, sem comprometer a capacidade de pagamento do Município. Ressalte-se, por fim, que maioria dos estados e municípios não estão sequer conseguindo repor o índice inflacionário do período, de 2,81%, muito menos cumprindo o piso nacional da categoria, que aqui já é pago”, aponta nota do Município.

Outras reclamações da categoria:

– Reajuste salarial abaixo do piso, comprometendo a aposentadoria de todos os servidores da Educação;

– Desrespeito à data-base do servidor;

– Recusa da progressão salarial – inúmeros servidores estão protocolados há mais de um ano;

– Atraso no pagamento do terço de férias dos servidores dos 40% (vigias, zeladores, merendeiros etc) – Parte da classe está atrasada desde 2017;

– Escolas com necessidade de professores, já chegando o 2° semestre;

– Atraso na entrega dos diários escolares, que é um serviço diário, acumulando e dobrando o serviço que deve ser feito minuciosamente durante o ano letivo;

– Vale-Transporte atrasado;

– Problemas com a merenda escolar;

– Indeferimentos de Licenças entre outras solicitações junto ao município.