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Diretor do Instituto Escutec fala sobre influência de pesquisas nas eleições

Diretor do Instituto Escutec fala sobre influência de pesquisas nas eleições

Foi convidado do programa Resenha nesta quarta-feira (16), o diretor do Instituto Escutec, Fernando Júnior. Ele comentou sobre a influência de pesquisas de intenção de voto nas eleições.

Segundo ele, depende muito da eleição e da abrangência dela. “Não acredito que uma eleição de âmbito nacional se tenha esse tipo de influência, esse tipo de impacto no resultado final, em se tratando de divulgação de pesquisas. Existem estudos da própria Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), de que esse impacto é muito pequeno em se tratando de eleições estaduais, eleições majoritárias, eleições nacionais. Claro que se exclui aí pequenas cidades, onde a manipulação de resultados e a divulgação de pesquisas podem sim influir no pensamento do eleitor”, diz ele.

Ele explica que há um tipo de impacto no público interno, já que muitas das vezes um candidato está em uma situação de derrota clara e precisa de um impulso, em uma motivação na sua campanha. “Esse impacto localizado em algum momento pode fazer algum sentido”, diz ele, ressaltando que ainda assim, em caso de alguma influência relevante, “não teriam tantas viradas, tantos momentos em que o primeiro colocado ficou em terceiro, ou nem foi para o segundo turno”.

Manipulação de resultados

Fernando Júnior também falou sobre a manipulação dos resultados das pesquisas, ou da divulgação desses resultados, que segundo ele, podem se dar de várias formas.

“Agora mesmo recentemente, a nossa empresa foi envolvida em um tipo de manipulação, nas famosas fake news. Publicamos uma pesquisa ano passado, onde não havia exigência de registro pela legislação eleitoral, em 2017. A partir de 1º de janeiro de 2018, a imposição da legislação eleitoral é que as pesquisas sejam registradas. A nossa empresa nem fez a pesquisa e muito menos registrou [este ano], mas publicou uma pesquisa no ano passado, por volta de agosto/setembro. Pegaram a notícia de um blog daquela época e replicaram como se fosse atual. Isso ganhou uma repercussão imensa, gerando inclusive algumas reclamações na Justiça Eleitoral, como se a pesquisa a atual. Então essa é uma forma de manipulação: pegar um resultado antigo como se novo fosse”, explica.

Confira a entrevista na íntegra: